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Filho de Robert Scheidt conquista título na vela no mesmo lugar onde o pai foi campeão mundial

Jovem de 12 anos quer seguir os passos do bicampeão olímpico e fatura troféu na Turquia na classe optimist

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2022 | 22h02

Tal pai, tal filho. Erik, filho de Robert Scheidt, conquistou título da vela no mesmo palco onde seu pai foi campeão mundial da classe laser há 18 anos. Com o apoio incansável do bicampeão olímpico, Erik Scheidt, de 12 anos, faturou o Optmist Training Regata em Bodrum, na Turquia.

"Foi um evento teste e o Erik velejou muito bem. Nem todo mundo que estará no Mundial competiu, então, o nível vai subir, mas o importante é que ele se divertiu, foi muito bem e está bastante animado. Foi uma semana bem especial para a família Scheidt", comentou Scheidt, que já subiu a cinco pódios olímpicos e espera ver o filho alçar voos tão altos quanto os seus.

Aos 49 anos, Robert Scheidt não deve marcar presença na Olimpíada de Paris-2024. Sua participação nos Jogos de Tóquio não terminaram conforme o esperado, assim como na Rio-2016. No Japão, o brasileiro terminou com o oitavo lugar, enquanto em território nacional ficou pela primeira vez fora de um pódio, com um quarto lugar. Além dos dois ouros (Atlanta-1996 e Atenas-2004), Scheidt ganhou duas pratas (Sydney-2000 e Pequim-2008) e um bronze (Londres-2012).

Com um histórico impressionante de conquistas e orgulho para o País na vela, Scheidt segue ativo na modalidade e quer inspirar os jovens a ingressas no esporte, que é garantia de medalha para o Brasil. Kahena Kunze e Martine Grael são as estrelas da vela no momento e subiram no lugar mais alto do pódio por duas Olimpíadas consecutivas. Filha de Torben Grael e sobrinha de Lars Grael, Martine é mais um bom exemplo de como a vela no Brasil é um esporte de herança familiar.

Erik Scheidt venceu duas regatas e ainda esteve em outros quatro pódios ao longo da competição. Com equilíbrio e regularidade, subiu ao lugar mais alto com 20 pontos perdidos, deixando para trás Weka Bhanubandh, da Tailândia (31 pontos perdidos) e o norte-americano Gilman Hackel (51 pontos perdidos). O próximo desafio é ganhar o Campeonato Mundial de Optmist, entre o fim de junho e o início de julho, novamente em Bodrum.

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