Filho de terrorista, Bashir Baba sonha com vaga no Santos

Filho de terrorista, Bashir Baba sonha com vaga no Santos

De filho de terrorista a capitão da equipe. Essa é a história de Bashir Baba, de 19 anos. Os organizadores dos centros de treinamento negociam sua transferência para o Santos.

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

Por ser filho de um rebelde considerado terrorista, Baba sofreu para ter um passaporte. O governo indiano não queria dar autorização para o atleta viajar, alegando que ele poderia ser uma ameaça. Só depois da pressão de políticos que o capitão ganhou o sinal verde. Priscila de Troia espera que Baba possa atuar no Brasil ainda neste ano. "Vamos conversar com a direção do Santos."

Não é a primeira vez que o jogador sofre para entrar em campo. Ele já tentou atuar em clubes da Primeira Divisão de Calcutá, mas foi barrado pelo histórico de sua família. Uma viagem que deveria ter feito à Espanha também foi cancelada.

Seu pai foi treinado no Paquistão para lutar contra os indianos e recebia armas do inimigo para desestabilizar Nova Délhi, mas Baba insiste que sua vida é totalmente diferente. Ele tinha apenas dois anos quando seu pai foi capturado. "A mentalidade de um jovem Kashmiri é que se a polícia não pode mudar, ninguém pode mudar. Mas eu acho que o futebol pode mudar", disse Baba. "Pelo menos no Brasil ninguém vai me acusar de ser terrorista."

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