Franck Fife/AFP
Franck Fife/AFP

Filosofia econômica é estratégia de finalistas

Manchester United e Barcelona têm em comum o hábito de fazer em casa seus craques e contratar garotos a preços baixos

PAULO VINÍCIUS COELHO, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

LONDRES - O Barcelona revelou em suas divisões de base oito dos atuais 11 titulares. Dos grandes clubes da Europa, é de longe o que menos gasta em contratações.

Do time provável da final, só Daniel Alves, David Villa e Abidal vieram de fora, com gastos de 80 milhões (cerca de R$ 182 milhões) - Pique, formado na base, custou mais 5 milhões (R$ 11,4 milhões) para ser recomprado do Manchester United.

Dos titulares do Real Madrid na semifinal da Liga dos Campeões, em abril, só o goleiro Casillas começou na base. O valor dos outros dez titulares somado chega a 288 milhões (R$ 656 milhões). E ainda há Kaká, comprado por 70 milhões (R$ 159 milhões).

O Real não chega à final da Liga dos Campeões há nove temporadas. O Barcelona custa 29% do rival e está em sua terceira decisão em cinco anos.

O adversário do Barcelona na final de amanhã, às 15h45, em Wembley, curiosamente, tem filosofia parecida. O Manchester United costuma formar jogadores ou contratá-los a preço baixo antes dos 23 anos.

Foi assim com os gêmeos Fábio e Rafael, que saíram do Fluminense antes de se tornarem profissionais, e foram contratados por 2 milhões (R$ 4,5 milhões) cada.

A receita mais econômica adotada pelos finalistas da Liga dos Campeões vai ao encontro do desejo do presidente da Uefa, Michel Platini, que pretende excluir os clubes com grandes dívidas.

A entidade estabeleceu que o prejuízo máximo de um clube entre as temporadas 2012/13 e 2015/16 seja de 45 milhões (R$ 102 milhões). Entre 2016/17 e 2019/20, o valor precisa cair para 30 milhões (R$ 68 milhões), sob pena de exclusão dos campeonatos que disputa.

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