Fina lamenta pena leve para o brasileiro Cesar Cielo por doping

Diretor executivo da entidade diz que não está satisfeito com a decisão da CAS

AE-AP, Agência Estado

21 de julho de 2011 | 09h50

XANGAI - A Federação Internacional de Natação (Fina) não ficou satisfeita com a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) de liberar Cesar Cielo para competir no Mundial de Esportes Aquáticos ao manter, nesta quinta-feira, a advertência dada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) ao nadador por um caso de doping.

"Eu respeito a decisão do CAS, eles são o último recurso legal nos esportes,", disse Cornel Marculescu, diretor executivo da Fina. "Eu não estou satisfeito, mas eu acho que nós fizemos o nosso trabalho", completou o dirigente da federação, que pedia suspenso de três meses para Cielo, Nicholas Santos e Henrique Barbosa, enquanto defendia gancho de um ano para Vinicius Waked.

A Fina contestou a decisão na CAS sobre o resultado positivo para furosemida, um diurético proibido e agente de mascaramento, em exame realizado durante o Troféu Maria Lenk, no Rio, em maio. A corte, assim como a CBDA, aceitou a versão de que Cielo consumiu a substância em um lote contaminado de um suplemento alimentar que ele usa regularmente.

As advertências para Nicholas Santos e Henrique Barbosa também foram mantidas. Já Vinicius Waked, que anteriormente havia sido suspenso por doping por dois meses, recebeu pena de um ano.

O painel da CAS foi especialmente montado em Xangai para dar um veredicto antes do início da participação de Cielo no Mundial. O brasileiro vai defender os títulos dos 50 e 100 metros livre, além de participar da prova dos 50 metros borboleta e das equipes de revezamento do Brasil.

O veterano velocista sul-africano Roland Schoeman, que ganhou três medalhas de ouro nos Mundiais de 2005 e 2007, não ficou satisfeito com a decisão. "A Fina e a CAS fizeram um grande desserviço para o mundo da natação e definiram um precedente perigoso", escreveu no seu perfil no Twitter - rede de microblogs na internet.

O velocista norte-americano Nathan Adrian, que deve ser um dos principais adversários de Cielo em Xangai, garantiu que não sabia da decisão até ser questionado. "Eu não verifiquei a notícia, eu só tenho que concentrar em ser o mais rápido", afirmou Adrian. "Para ser completamente honesto, a única coisa que posso controlar é a mim mesmo. Isto poderia ter sido uma distração muito grande, um campeão mundial em uma espécie de limbo. Então eu meio que tomei a decisão de bloqueá-la da minha mente".

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