François Xavier/AFP
François Xavier/AFP

Fina recua e descarta punir nadadores por participação em eventos independentes

Federação foi alvo de críticas dos atletas, que desejam ter mais oportunidades de receberem premiações

Redação, Estadão Conteúdo

15 de janeiro de 2019 | 12h33

A Federação Internacional de Natação (Fina) assegurou nesta terça-feira que não vai impor punições a atletas que participarem de competições independentes. A declaração pode ser considerada um recuo da entidade, que foi alvo de críticas de nadadores que desejam ter mais oportunidades de receberem premiações financeiras pela participação em eventos.

Em dezembro, campeões olímpicos e mundiais, incluindo a húngara Katinka Hosszu, entraram com uma ação antitruste na Justiça, na Califórnia, nos Estados Unidos, depois que a Fina ameaçou punir nadadores que competirem na Liga Internacional de Natação (ISL, na sigla em inglês), evento independente que está sendo proposto.

O evento, bancado por um magnata ucraniano do setor de energia, foi cancelado no mês passado depois de ter sido considerado "não aprovado" pela Federação Italiana de Natação.

A avaliação dos nadadores é de que eles deveriam ter uma maior participação financeira no esporte. "Os nadadores são livres para participar de competições ou eventos realizados por organizadores independentes", afirmou a Fina, nesta terça-feira.

No entanto, os resultados e recordes não serão oficiais se os organizadores não conseguirem obter a aprovação da Fina, não se enquadrarem no calendário oficial de eventos e não contar com um programa antidoping. Além disso, como resposta e forma de conter a ISL, a Fina definiu a elevação da premiação dos eventos organizados por ela.

"A participação deve respeitar o quadro da estrutura esportiva. O negócio da Fina não é punir os atletas, embora, se as regras da Fina não forem cumpridas, os resultados da competição não serão reconhecidas pela Fina", afirma a entidade gestora da natação mundial.

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