Fina teme que conflitos na Ucrânia atrapalhem Mundial de natação na Rússia

A Federação Internacional de Natação (Fina) está preocupada com os conflitos na Ucrânia. A entidade teme que o atrito político entre o país e a Rússia respingue no Mundial de Desportos Aquáticos, que será disputado em solo russo, na cidade de Kazan, entre julho e agosto deste ano.

Estadão Conteúdo

13 de fevereiro de 2015 | 16h29

Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira, a Fina faz um "forte apelo" para que nenhuma das 208 federações que integram a entidade boicotem eventos esportivos por razões políticas. "A Fina não tolera qualquer motivação política para justificar a ausência em nossos eventos", afirmou a federação internacional.

A entidade não citou diretamente o conflito na Ucrânia, mas indicou que sua preocupação é causada principalmente pelos possíveis efeitos negativos sobre o Mundial. Sede do evento, a Rússia vem sofrendo retaliações econômicas por parte dos Estados Unidos e da União Europeia e poderia acabar virando alvo de forte boicote esportivo nos próximos meses.

Efeitos de cunho desportivo já começaram a ser sentidos no futebol. Desde o início dos conflitos na Ucrânia, a Uefa decidiu que times dos dois países não poderão ser incluídos nas mesmas chaves nas competições que organiza.

O Mundial de Kazan, que contará com provas de natação, polo aquático, nado sincronizado, maratona aquática e saltos ornamentais, será disputado entre os dias 24 de julho e 9 de agosto.

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