Washington Alves/Divulgação
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Finalistas, Alvinho e Vitor Felipe minimizam ficar fora do Rio-2016

Dupla vai decidir o ouro no Pan, mas não disputará a olimpíada

NATHALIA GARCIA, ENVIADA ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2015 | 19h18

Maior vencedor no vôlei de praia nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil se garantiu na decisão em Toronto com Álvaro Filho e Vitor Felipe. Neste domingo, a dupla ganhou com tranquilidade dos cubanos Nivaldo Diaz e Sergio Gonzalez por 2 sets a 0, com parciais de 21/17 e 21/15, na semifinal, e brigará pelo ouro na próxima terça-feira.

Seja qual for a cor da medalha, Vitor Felipe já mostra bastante satisfação pelo desempenho na competição. "A evolução que a gente teve nesse Pan-Americano é absurda, eu saio outro atleta. Muito mais maduro, focado e sabendo de como é passar por uma situação de querer tanto ganhar."

Alvinho e Vitor Felipe abriram mão de disputar duas etapas do Circuito Mundial para representarem o País no Pan. A escolha tira a dupla da corrida olímpica para os Jogos de 2016, mas isso não é visto como um problema pelos atletas.

"Foi uma decisão da nossa comissão técnica em conjunto com a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Para nós, é um orgulho muito grande representar o nosso País. Quando apareceu essa oportunidade, não pensamos duas vezes", garante Alvinho, vice-campeão mundial em 2013, ao lado de Ricardo.

Vitor Felipe também valoriza o feito inédito em sua carreira. "Vou levar esse momento para o resto da minha vida. Vou dizer que tenho uma medalha pan-americana, vai ser sempre minha, é uma coisa que não se apaga. É uma oportunidade única, espero que a gente consiga o ouro."

O Brasil soma ao total nove medalhas - cinco ouros, duas pratas e dois bronzes - na história dos Jogos pan-americanos. A CBV questionou as melhores duplas do País sobre o interesse em participar dos Jogos Pan-Americanos e convocou as melhores ranqueadas dentre aquelas que demonstram disposição. Alison/Bruno Schmidt, Ricardo/Emanuel e Evandro/Pedro Solberg, entretanto, abriram mão porque teriam que ficar fora de duas etapas do Circuito Mundial, ambas fundamentais na corrida olímpica brasileira.

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