Finalmente os russos terão o seu GP de F-1

O namoro entre a Rússia e a Fórmula 1 remetia, ainda, aos primeiros contatos com o então líder soviético Leonid Brezhnev, no fim dos anos 70. E ontem, finalmente, o primeiro ministro russo, Vladimir Putin, anunciou que o país fará parte do calendário da competição a partir de 2014. Bernie Ecclestone, promotor da F-1, assinou o contrato na cidade litorânea de Sochi, no sul da Rússia, banhada pelo Mar Negro, ao lado das montanhas do Cáucaso, onde também em 2014 serão disputados os Jogos Olímpicos de Inverno.

, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2010 | 00h00

O valor do contrato de sete anos, segundo revelou o governador da região, Dmitry Kozak, ultrapassa os US$ 200 milhões (R$ 332,6 milhões), cerca de US$ 30 milhões por edição do GP a serem pagos à FOM, de Ecclestone. Um autódromo será construído próximo à vila olímpica destinada aos Jogos de Inverno, bem como toda a estrutura do evento servirá para abrigar a Fórmula 1. A inclusão da Rússia no campeonato é uma boa notícia para o piloto russo Vitaly Petrov, da equipe Renault. É provável que as estatais russas continuem apoiando-o depois da certeza da prova no seu país.

Chama a atenção o tempo e os valores do compromisso porque o contrato da FOM com as equipes de Fórmula 1, representadas por sua associação, Fota, termina no fim de 2012. E, para estender o acordo, a Fota exige mudanças radicais em quase tudo, como a cobrança de valores bem mais baixos dos organizadores das corridas, a fim de que haja mais etapas na Europa. Outra alteração é a exclusão dos treinos de sexta-feira. Os GPs passariam a ter dois dias apenas.

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