Ed Ferreira/AE
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'Fiquei com dó do Obama e do Zapatero', diz Lula

Presidente ainda festeja a vitória do Rio, escolhida na última sexta para receber a Olimpíada de 2016

Leonencio Nossa e Isabem Sobral, Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 20h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não para de comemorar a escolha do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Ao participar nesta quinta-feira de uma solenidade comemorativa do Dia Nacional de Combate a Cartéis, no Ministério da Justiça, em Brasília, ele chegou a brincar com a derrota das candidaturas de Chicago (Estados Unidos), Madri (Espanha) e Tóquio (Japão) na eleição realizada na última sexta, em Copenhague, na Dinamarca.

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"Depois da vitória do Rio, eu fiquei com dó do Obama e do Zapatero", disse o presidente Lula, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos e ao primeiro-ministro espanhol, que defenderam seus países na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Copenhague. Sobre a candidatura japonesa, Lula chegou a dizer que Tóquio "foi lá para marcar tabela".

Lula confidenciou nesta quinta-feira que ficou "preocupado" quando soube que Barack Obama iria até Copenhague para defender a candidatura de Chicago na eleição do COI. "Fiquei preocupado quando Obama chegou a Copenhague. A nossa vantagem é que os Estados Unidos tinham realizado quatro Olimpíadas de verão e quatro de inverno", afirmou o presidente, consciente da força do ineditismo dos Jogos Olímpicos na América do Sul.

Lula disse ainda que, nos últimos dois anos, fez uma grande campanha pelo Rio, mandando cartas para os delegados do COI e para presidentes de outros países. Na avaliação dele, a candidatura brasileira foi beneficiada porque muitos países europeus pretendem apresentar candidaturas para realizar os Jogos de 2020 e, portanto, decidiram não votar em Madri para 2016.

Por fim, o próprio presidente disse que agora é preciso trabalhar para realizar os Jogos Olímpicos no Rio. "Está na hora de parar de festejar a vitória e trabalhar, mostrar que um país pobre pode fazer uma Olimpíada", disse Lula, que encerrou o discurso dizendo que o Brasil corre "um gostoso perigo" de chegar em 2016 como a quinta economia do mundo.

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