Fla joga à espera do novo treinador

Acordo com Dorival Junior ainda está em negociação e interino dirige o time que hoje enfrenta a Portuguesa

LEONARDO MAIA, RIO, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h08

Zinho, diretor de futebol, queria ter Dorival Júnior como técnico do Flamengo. Dorival queria treinar o Rubro-negro. A longa reunião entre o dirigente e o treinador, que se arrastou do início da tarde até a noite de ontem, no Rio, era para definir questões salariais, tempo e cláusulas contratuais. O acerto parecia certo. Até às 20 horas, porém, nenhum anúncio oficial havia sido feito. Em meio à expectativa pela chegada do novo técnico, os jogadores trabalharam sob o comando do auxiliar Jaime de Almeida para enfrentar a Portuguesa, hoje, às 21 horas, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro.

A provável chegada de Dorival faz parte de uma reformulação mais ampla no clube. A presidente Patrícia Amorim, que está em Londres, atribuiu a Hélio Ferraz, que vai substituí-la durante a Olimpíada, a missão de implementar uma reformulação no organograma do clube. Uma consultoria vai traçar um plano de gestão, a ser efetivado caso Amorim seja reeleita no fim do ano.

Num claro indício da força de Zinho junto à presidente, ela determinou a contratação de um diretor executivo de finanças, para restringir a interferência do vice da área, Michel Levy, no futebol. O novo contratado vai dialogar diretamente com Zinho, que estava em atrito com Levy. Vale lembrar que a demissão de Vanderlei Luxemburgo, em fevereiro, se deu também por constantes desentendimentos com o vice de finanças.

Para o jogo de hoje, muito provavelmente Dorival estará nas arquibancadas, a fazer anotações. Ele verá em campo, logo mais, uma formação mais ofensiva do que a utilizada pelo demitido Joel Santana. E terá a oportunidade de observar alguns garotos que podem ser o futuro do clube.

Almeida barrou Renato Abreu para efetivar Mattheus no meio de campo titular. O também talentoso Adryan vai atuar mais adiantado, ao lado de Vagner Love. A esperança do interino é de que a dupla de jovens ajude a acabar com o jejum de seis jogos sem marcar gols do centroavante. "Procurei colocar o time um pouco mais ofensivo, usando o Mattheus, que tem uma boa finalização e muito bom passe. Acompanho muito os juniores do Flamengo desde que cheguei aqui e conheço bem a garotada."

O auxiliar, além de abordar as novas questões táticas, teve muita preocupação em tranquilizar os jogadores quanto à chegada de um novo comandante. "A gente procura, nesse intervalo, que os atletas não se sintam perdidos. Mas é complicado, o grupo fica meio assim: 'quem vem, quem não vem...'"

O goleiro Paulo Victor, efetivado como titular nas últimas semanas, não quer perder foco. "Não podemos nos preocupar com questões extracampo. Alguns amigos meus já trabalharam com o Dorival e vai ser bom se ele vier. É um grande treinador, mas essa é uma questão da diretoria e não nossa."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.