Fla teme a recepção a Luxemburgo em Minas

Equipe carioca enfrenta o Atlético-MG, ex-time do técnico, em confronto decisivo na luta para fugir da zona do rebaixamento

, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

O Flamengo tomou algumas precauções para encarar o Atlético-MG, às 19h30, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Por causa do clima de guerra que cerca a partida, considerada decisiva para os dois times, que lutam contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o clube carioca não divulgou o horário da chegada da delegação a Belo Horizonte e muito menos o hotel onde a equipe ficará concentrada na cidade mineira.

Existe uma tensão extra pelo reencontro de Vanderlei Luxemburgo com o Atlético-MG. O treinador, atualmente no Flamengo, deixou a equipe mineira em setembro por causa da campanha ruim da equipe no Brasileiro e espera enfrentar um ambiente hostil. "A preocupação (com a violência) tem de existir sempre. Que o clima de guerra seja só na arquibancada, mas só no grito, sem violência. O Vanderlei acabou de sair de lá, a torcida vai gritar com certeza. Mas temos de ter paz para trabalhar e eles para torcerem", declarou o lateral-direito Leonardo Moura, do Flamengo.

Para Luxemburgo, o jogo de hoje é importante, mas não é decisivo, pois o campeonato só termina em dezembro e há tempo para se recuperar. Leonardo Moura discordou: "Lógico que é decisão. Pela rivalidade, sempre é decisão. Ainda mais nesta reta final de campeonato, com as duas equipes pressionadas", afirmou, sem apontar favorito.

A orientação de Dorival Júnior aos jogadores do Atlético-MG é não se envolver na revolta da torcida, manter o foco apenas nos jogadores do Flamengo e não no técnico rubro-negro. O time mineiro é o primeiro fora da área da degola, com 36 pontos, os mesmos do Guarani. "Esse jogo representa muito para a história dos jogadores, individualmente, e, principalmente, do nosso clube. Tem que ser encarado dessa maneira, não tem outro jeito."

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