Fla vence Bahia e quebra jejum de 21 anos

Sob os olhares de Luxemburgo e Patrícia Amorim, cariocas fazem 2 a 1 nos baianos, no Pacaembu lotado

Anelso Paixão, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

Desde o time de Júnior Baiano, Marcelinho Carioca, Paulo Nunes, Nélio e companhia, se passaram 21 anos. Ontem, em uma manhã de muito sol no Pacaembu, o Flamengo repetiu o feito de 1990 e se sagrou bicampeão da Copa São Paulo de Juniores. A vitória desta vez foi sobre o Bahia, por 2 a 1, com o gol do título surgindo de cobrança de pênalti, em jogo que teve mais uma grande atuação do goleiro César.

Nada, porém, que possa tirar o brilho de meninos como Negueba, Frauches, Lorran, Adryan, Lucas, Thomaz, Muralha...

Sob os olhares dos chefes - o técnico Vanderlei Luxemburgo e a presidente Patrícia Amorim estavam no estádio -, os meninos não decepcionaram.

O jogo começou eletrizante e, aos 7 minutos, o zagueiro Frauches aproveitou rebote na área e acertou belo chute para colocar os cariocas em vantagem. "Foi o meu segundo ou terceiro gol no clube. E, quando marquei, não sabia nem para onde correr de tanta adrenalina", disse.

O nervosismo baiano era evidente. Mas, passado o susto e o castigo, os garotos da Boa Terra foram se acertando. E, aos 30 minutos, depois de tanto insistir, conseguiram o empate. O perigoso atacante Rafael foi acertado no rosto por um chute do zagueiro Marllon. O próprio Rafael cobrou e marcou seu sexto gol na competição. Tudo igual no Pacaembu lotado (cerca de 30 mil pessoas). E os baianos pareciam muito à vontade com o forte calor paulistano. A pressão aumentou e César já começou a fazer a diferença.

No segundo tempo, já com os ânimos controlados, o Flamengo voltou a equilibrar o jogo. E, depois de perder Lucas, vítima de entrada violenta do zagueiro Dudu, chegou ao gol da vitória em pênalti sofrido justamente pelo substituto de Lucas, Thomas. O meia Negueba cobrou com perfeição, no alto do gol, e recolocou os cariocas em vantagem, aos 21 minutos.

Depois, o que se viu foi a repetição de um enredo que começou a se desenhar ainda na primeira etapa. Pressão baiana e grandes defesas de César. Tanto que a torcida carioca, maioria no Pacaembu, só pôde soltar o grito de "campeão" após o apito final. "Não consigo mensurar a importância disso para o clube. Só posso dizer que estou muito feliz", comentou César, o herói da conquista.

ARTILHARIA

6

gols marcou Rafael, do Bahia, com o de ontem. Ficou atrás só do artilheiro Dellatorre, do

Desportivo Brasil, que fez 7. No Flamengo, os goleadores foram Lucas e Thomas, cada um com 5

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