Flamengo corta gastos e futuro de ginastas é incerto

Clube carioca manterá apenas duas modalidades olímpicas - remo e basquete

AE, Agencia Estado

22 de janeiro de 2009 | 01h04

Diego e Daniele Hypólito, além de Jade Barbosa, estão com o futuro bastante incerto. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, anunciou na noite desta quarta-feira, 21, em reunião do Conselho Deliberativo, que o clube, por questões econômicas, manterá apenas duas modalidades olímpicas - remo e basquete.   Os contratos dos atletas, encerrados no último dia 31 de dezembro, não serão renovados. "As providências já estão sendo tomadas", disse o vice-presidente Delair Drumbrosck.   Por meio de uma nota no site oficial, o clube fez questão de transferir a responsabilidade do corte para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na figura do presidente Carlos Arthur Nuzman. Braga, assim como outros presidentes de clube, defende que suas entidades também recebam uma fatia da lei Agnelo-Piva.     "O Presidente do COB declarou que não acredita mais em clubes formando atletas, mas se esquece que 77% dos atletas que representaram o Brasil em Pequim são vinculados a clubes como o Flamengo, o Pinheiros, o Minas Tênis, o Fluminense, o Corinthians, a Sogipa, o Vasco e o Grêmio Náutico União. Segundo a Folha de São Paulo, além dos recursos da Lei Agnelo Piva, o COB gastou 10 milhões de dinheiro público em consultoria para a candidatura Rio 2016, um montante de 6,7 milhões para a equipe de elaboração do dossiê, 7 milhões para a visita do COI ao Rio, enquanto a FIFA visita 18 cidades para a Copa e não gasta um centavo público. Se qualquer uma dessas verbas tivesse chegado ao Flamengo, o clube não estaria passando por esta situação nos esportes olímpicos", disse a nota no site do Flamengo.

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