Vitor Silva/SSPress
Vitor Silva/SSPress

Flamengo é condenado a pagar indenização a um torcedor do Botafogo

Seguidor do time alvinegro enfrentou dificuldades para conseguir retirar ingresso no Maracanã em partida antes da pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 09h49

O Flamengo foi condenado em primeira instância a pagar indenização a um torcedor do Botafogo em decorrência de transtornos enfrentados na compra de ingressos para o clássico entre rubro-negros e alvinegros, ocorrido no dia 7 de março, válido pelo Campeonato Carioca. Portanto, antes da pandemia e das partidas sem público. Isso porque, na ocasião, apenas uma bilheteria do estádio funcionava. A fila e a demora para conseguir o ingresso fizeram com que diversos botafoguenses desistissem de entrar no Maracanã. A condenação exige que o Flamengo pague R$ 1 mil e restitua o valor do bilhete ao torcedor do Botafogo. O clube da Gávea ainda pode recorrer. Os dois times se enfrentam no fim de semana.

"No dia da partida, muitos amigos pessoais que estavam lá relataram por telefone todo o absurdo e ambiente caótico que ocorreu na organização do evento: torcedores que chegaram com horas de antecedência estavam em filas quilométricas porque só havia um guichê para atender a mais de 5 mil botafoguenses, não havia banheiros suficientes em funcionamento, bares fechados no setor, um verdadeiro caos. Grande parte da torcida entrou já com a bola rolando", disse o advogado Sergio Queiroz, que defendeu o caso no tribunal, em entrevista ao globoesporte.com

Após a vitória na Justiça, outros botafoguenses que e sentiram prejudicados no dia, procuraram Queiroz. Hoje, o advogado representa cerca de 90 ações contra o Flamengo por causa do transtorno.

"A partida de futebol é um evento, um serviço prestado ao torcedor, que pela lei se equipara ao papel de consumidor. O mandante da partida é equiparado ao papel do fornecedor e, como tal, deve garantir ao torcedor toda a estrutura para que possa aproveitar a partida em segurança e conforto como momento de lazer", explicou Queiroz. A ação, e a decisão em primeira instância, abre caminho para que outros torcedores do futebol entrem com ações na Justiça por causa do tratamento recebido nos estádios. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.