Flamengo joga no Chile e tenta repetir boa atuação da estreia na Libertadores

Uma semana após estrear na Copa Libertadores massacrando o argentino San Lorenzo no Maracanã por 4 a 0, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira contra a Universidad Católica, atual bicampeã chilena, a partir das 21h45, em Santiago, pela segunda rodada do Grupo 4.

Fábio Grellet, Estadao Conteudo

15 de março de 2017 | 07h50


O meia Mancuello é desfalque certo. Ele ainda se recupera de um choque na cabeça que sofreu durante a partida contra o San Lorenzo, há uma semana. Sem o argentino, o técnico Zé Ricardo deve lançar o colombiano Berrío no time titular. Outra possibilidade é que Marcio Araújo entre no time, caso o treinador opte por uma formação mais cautelosa.


"Os exames de imagem não evidenciaram nenhuma lesão, mas o ideal para esse tipo de suspeita de concussão é que o atleta trabalhe pelo menos uma semana sem impacto e fique 72 horas em repouso, sem treinamento. Estamos seguindo esse protocolo", afirmou o médico Márcio Tannure.


Tentando conter a euforia da torcida, o meia Diego afirmou que a Católica é "diferente" do San Lorenzo. Na primeira rodada do Grupo 4, o time chileno enfrentou o Atlético Paranaense em Curitiba e conseguiu empatar mesmo após estar perdendo por 2 a 0.


"São equipes diferentes. Cada uma vai apresentar dificuldades para a gente. Provaram a qualidade contra o Atlético no resultado que foram buscar fora de casa. A equipe deles também é bem organizada, então temos vários motivos para entrar bem concentrados e respeitando o adversário", afirmou Diego. Já o meia Willian Arão afirmou que a Católica "é um time que trabalha bem a bola, controla bem a partida". "Esperamos um jogo difícil, mas estamos preparados", concluiu.


O meia argentino Conca, que cumpre rotina de recuperação física, não vai jogar e nem viajou para Santiago, mas atraiu a atenção dos chilenos mesmo à distância. Ele jogou pela Católica de 2005 a 2006 e ganhou o título nacional em 2005. Sem saber da ausência do argentino, vários torcedores chilenos perguntaram por ele durante o desembarque do Flamengo no aeroporto.


Após uma sequência de maus resultados no início da temporada, quando perdeu quatro jogos seguidos pelo torneio nacional, a Universidad Católica começou a se recuperar nesta última semana. Na quarta-feira. empatou com o Atlético-PR na estreia na Libertadores e no fim de semana goleou o Antofagasta por 4 a 1, pelo Chileno.


No jogo desta noite o clube não contará com o defensor Guillermo Maripán, expulso na partida de Curitiba. Em entrevista coletiva, o técnico Mario Salas afirmou que, para ganhar, seu time terá que neutralizar Diego.


"Futebol é muito democrático, muito generoso. Se o jogo fosse fora do campo, perderíamos. Mas se joga no campo", afirmou o técnico da Católica. "Não importa o dinheiro, a infraestrutura, mas o talento. Valia o mesmo contra o Atlético Paranaense. Vamos lutar palmo a palmo", garantiu.


Os torcedores chilenos esgotaram os 10 mil ingressos colocados à venda e prometem transformar o acanhado estádio em um caldeirão. Aos flamenguistas foram reservados 800 entradas.

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