Flamengo oferece pouco e Jade deve ir para o Pinheiros

'É um valor ridículo. Eu sei que o clube pode pagar', desabafa César Rodrigues, pai da ginasta

Glenda Carqueijo, Jornal da Tarde

26 de janeiro de 2008 | 11h48

O pai da ginasta Jade Barbosa, César Rodrigues, saiu triste da reunião desta sexta-feira com o departamento de Finanças do Flamengo para decidir o futuro de sua filha. "Não chegamos a um acordo. O Flamengo diz que não pode pagar o que estou pedindo, um valor ridículo, bem razoável mesmo. Eu sei que o clube pode pagar", desabafa César Rodrigues, sem revelar os valores do negócio. Com proposta do Clube Pinheiros, que também negocia com a ginasta Daiane dos Santos, Jade deve deixar o Flamengo, que defende desde os cinco anos de idade, mas com o qual nunca teve um vínculo empregatício e sequer um salário. "A sorte é que ela está em Curitiba com a seleção. Deu uma aliviada, porque lá ela tem escola, alimentação e moradia. Mas a conta de telefone é um absurdo, muito alta. Eu que banco as despesas", conta o pai da ginasta. Segundo César Rodrigues, o Pinheiros realmente o procurou e está muito interessado em levar Jade para São Paulo. "O clube me ligou, falou que estava interessado, mas não falou em valores ainda", diz o pai da ginasta, que é arquiteto, mas sempre teve um papel especial na carreira da filha, desenhando os collants de Jade. No Pan do Rio, em julho passado, César Rodrigues foi contratado pela Olympikus, patrocinadora oficial da competição, para elaborar roupas para a equipe de ginástica artística do Brasil. Com três medalhas no Pan (ouro, prata e bronze) e um bronze no individual geral no Mundial de Stuttgart, competições disputadas no ano passado, Jade ganhou o status de estrela da ginástica nacional, mas ainda não conseguiu fechar patrocínio individual e nem um salário. O pai conta que muitas empresas o tem procurado, mas ofereceram valores baixos, além de exigir demais da garota. "Você imagina que do Pan para cá, ela só veio quatro vezes para casa (no Rio). Uma loja queria que ela aparecesse no local pelo menos dez vezes por ano. É impossível com a rotina puxada de treinos dela", explica. Além de o Pinheiros oferecer um salário, o pai também está animado com a distância menor em relação ao Rio. "Vou poder visitá-la mais vezes", admite César Rodrigues.

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