Flu empata outra em casa e se complica

Equipe volta a jogar mal, não sai do 0 a 0 contra o Nacional, no Engenhão, é cobrada pela torcida e [br]fica com apenas 2 pontos

Bruno Lousada, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

Depois da eliminação para o Boavista na semifinal da Taça Guanabara, no fim de semana, o Fluminense voltou a decepcionar a torcida: não saiu de um empate sem gols com o Nacional, do Uruguai, ontem à noite, no Engenhão. Com isso, complicou sua situação na Taça Libertadores da América, pois não venceu as duas primeiras rodadas disputadas no Rio - já havia tropeçado contra o Argentinos Juniors (2 a 2) - e precisa se reabilitar no jogo da próxima semana, contra o Américo do México, fora de casa.

"Não foi o resultado que esperávamos, mas temos de trabalhar para reverter isso", disse o atacante Tartá, enquanto ouvia a torcida vaiar a equipe após o apito final. "Contra o América vai ser a partida das nossas vidas", definiu o volante Diguinho.

Com muitos desfalques no ataque, por conta da contusão de Fred, Rodriguinho e Emerson, o técnico Muricy Ramalho escalou o Fluminense num esquema cauteloso: 3-6-1. Essa formação não funcionou no primeiro tempo. A equipe tricolor teve maior posse de bola, porém não conseguiu criar quase nada.

O artilheiro Rafael Moura ficou isolado e participou muito pouco do jogo até o intervalo. "A gente já sabia que eles viriam fechadinhos e teríamos dificuldade. Temos de nos acertar no vestiário. Precisamos muito da vitória", disse o Rafael Moura.

No segundo tempo, Muricy armou o Fluminense para o tudo ou nada. Tirou o volante Valencia e o zagueiro Digão e pôs os atacantes Tartá e Araújo. A equipe carioca melhorou. Passou, ao menos, a sufocar o Nacional, que só ameaçou uma vez num contra-ataque desperdiçado pelo atacante Garcia. Foi um verdadeiro ataque contra defesa, mas a bola não entrava. O Tricolor demonstrava mais nervosismo e não parava de insistir na jogada aérea. O gol não saiu.

Inter goleia. O técnico Celso Roth não escapou das vaias ontem, no Beira-Rio, em Porto Alegre, mesmo depois da goleada do Internacional sobre o mexicano Jaguares por 4 a 0, gols de Leandro Damião, Oscar e Bolatti (2). A torcida levou faixas e cartazes pedindo a saída de Roth.

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