Flu fraqueja e Corinthians agradece

Tricolor apenas empata por 1 a 1 com o Goiás, no Rio, e deixa a liderança nas mãos corintianas a três rodadas do fim

Sílvio Barsetti e Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

Bares lotados e varais improvisados entre árvores e postes com bandeiras e camisas do Fluminense traduziam, no entorno do Engenhão, a confiança dos tricolores para o confronto com o penúltimo colocado do Brasileiro, o Goiás. Bastava uma vitória para o time se manter na liderança e ficar bem próximo do título. Mas mesmo com Fred e Deco, ausentes nas últimas partidas, o Fluminense só conseguiu um empate por 1 a 1, resultado que deixou a liderança para o Corinthians.

Mais de 35 mil pessoas voltaram para casa decepcionadas. Os cânticos de incentivo ao Tricolor se transformaram em gritos de horror quando Rafael Moura fez 1 a 0 para o Goiás, aos 19 minutos. Com aplicação tática e marcação acirrada sobre os adversários, o visitante surpreendeu. Tinha de vencer para continuar empenhado em se livrar do rebaixamento. Não deu espaços para o Fluminense criar, nem mesmo com a dupla formada por Deco e Conca. Foi assim durante todo o primeiro tempo.

Fora de forma, Fred fez ontem sua 11.ª partida em 35 rodadas. Tentou, correu e arriscou. Não teve sucesso. No intervalo, Muricy Ramalho fez duas substituições estranhas: trocou Deco por um volante, Diguinho, e promoveu o retorno de Washington na vaga de Tartá. O atacante grandalhão completaria no Engenhão o 13.º jogo sem marcar.

Faz tempo que a torcida do Fluminense perdeu a paciência com Washington. Ontem, muitos tricolores levaram as mãos à cabeça quando ele dominou a bola fora da área, driblou o marcador e, com o gol aberto, chutou muito mal, longe do goleiro Harlei. O Fluminense perdia a partida e começava a dar sinais de descontrole emocional.

Reação. Num lance isolado, aos 37, Ernando empurrou Rodriguinho dentro da área e Carlos Eugênio Simon marcou pênalti. A esperança de uma virada renascia nas arquibancadas do Engenhão. Conca cobrou com força, a bola foi no meio do gol, mas Harlei não evitou o empate.

A pressão do Fluminense aumentou, mas faltava quem "dialogasse" com Conca no meio-campo. Deco poderia ser esse armador, mas Muricy preferiu trocar a criatividade pela eficiência tática e viu Diguinho jogar burocraticamente até o apito final.

Antes, já nos acréscimos, o Goiás teve rara oportunidade, num contra-ataque em que Rafael Moura deixou Felipe de frente para o gol. A conclusão foi muito ruim. Ali, o Goiás, muito provavelmente, se despediu da Série A do Brasileiro.

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