Fluminense prefere manter a cautela

A retomada da liderança do Campeonato Brasileiro a duas rodadas para o fim da competição deixou o Fluminense com a faca e o queijo na mão. Os próximos adversários são o Palmeiras, que entrará em campo com um time reserva, e o Guarani, que poderá chegar à rodada final já rebaixado para a Série B. Um cenário perfeito para que o Tricolor carioca encerre um período de 26 anos sem o título nacional. Mas a pressão de ser o líder agora pertence ao Fluminense e ninguém no clube dá a conquista como favas contadas. "Com muito trabalho e esforço estamos na luta pelo título. Mas faltam dois jogos", disse o atacante Fred.

Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

O técnico Muricy também prefere ser precavido: "O nosso trabalho tem de continuar porque Corinthians e Cruzeiro vão brigar até o fim pelo título. Neste Campeonato Brasileiro não existe muita diferença do primeiro colocado para o último".

Para os dois, não faz o menor sentido discutir sobre suposta facilitação por parte do São Paulo. Durante a semana passada, o principal assunto foi a possibilidade de o time paulista entrar em campo pouco disposto a fazer frente à equipe carioca para prejudicar o rival Corinthians. Não foi o que sentiram os jogadores dentro de campo.

"O jogo foi muito difícil e temos de parabenizar os atletas do São Paulo, que jogaram com dignidade. Nós lutamos pela vitória. Pelas circunstâncias, até conseguimos um placar elástico", opinou Fred.

Muricy, tricampeão brasileiro pelo Tricolor paulista, também viu um jogo duro em que o Fluminense precisou jogar o melhor futebol que possui. "O time jogou bem e derrotar o São Paulo sempre foi muito difícil. Sabíamos que não seria fácil, mas os jogadores buscaram o resultado", analisou o treinador.

Acusação. O goleiro Fernando Henrique foi acusado de agredir o irmão de um ex-jogador do Fluminense na madrugada de ontem. O empresário Lucas Mineiro, irmão de Juliano, que atualmente joga na Arábia Saudita, prestou queixa na delegacia da Barra da Tijuca contra o goleiro, que lhe teria dado um soco e uma cabeçada. O goleiro nega.

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