Fluminense usa silêncio para encobrir tensão

Ao fim do treino de ontem, nas Laranjeiras, os portões de acesso ao gramado foram abertos a um grupo de crianças, que cercaram especialmente Fred e Conca. Nessa hora de definição do Brasileiro é sobre os pilares do time do Fluminense que se voltam os olhares, de admiração e cobrança. É com eles, além de Emerson e Deco, que o torcedor conta para levar o título para o clube. No entanto, é palpável a tensão que percorre o vestiário tricolor. Apesar de o clima parecer natural durante os treinamentos, não vá esperar dos principais líderes do elenco que se apresentem diante dos microfones e abordem a partida contra o São Paulo, domingo, e as reais chances de uma conquista que não vem há 26 anos.

Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

A cada dia, eles entram mudos e saem calados em seus carros de luxo com vidros escurecidos. Ninguém quer se manifestar, nem mesmo para proferir os velhos chavões do futebol quando um título dessa magnitude se aproxima. A missão cabe, portanto, para o elenco de apoio. Ricardo Berna, que amargou a condição de terceiro goleiro durante grande parte da temporada, é agora titular do gol tricolor e porta-voz do grupo.

"Nossa torcida não quer saber de falação. Quer ver o time se dedicar em campo e vencer", rebateu Berna. "Ao fim do campeonato os torcedores vão entender. Os jogadores querem é estar focados, concentrados nesses últimos jogos." Tartá, que de renegado ao Atlético-PR no início do ano se tornou opção para as constantes lesões de Fred e Emerson, disse: "O clima é ótimo, não há tensão. É só confiança e alegria."

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