'Excelente parâmetro para Mundial', diz técnico Marcos Goto

Treinador aprova a apresentação da equipe de ginástica

NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2015 | 20h01

Com a medalha de prata encaminhada nos Jogos Pan-Americanos, a seleção brasileira masculina de ginástica artística ficou satisfeita com o desempenho em Toronto. Falhas no solo custaram caro ao grupo, que viu os Estados Unidos garantirem boa vantagem na liderança da subdivisão um. No entanto, a tradição dos rivais fez do resultado um bom "termômetro" para o Mundial de Glasgow, em outubro.

"Foi um excelente parâmetro para o Mundial. A arbitragem foi dura, eles foram bem rigorosos em alguns aparelhos", afirma o técnico Marcos Goto. E avalia: "É praticamente a equipe principal dos Estados Unidos. Uma hora nós vamos ganhar deles. Se a gente não tivesse perdido pela quantidade de erros no solo, teria chegado bem perto".

A força da equipe norte-americana também foi ressaltada pelos ginastas. "Os Estados Unidos estão com uma equipe fortíssima, são atletas que vão para o Mundial. Fico feliz porque a diferença de notas que tivemos deles foi muito pequena", afirma Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas. "Fica uma lição muito grande. E dá uma preocupação a mais para eles também, que sabem que o Brasil está chegando", continua.

O pódio só será confirmado após o resultado da segunda subdivisão - formada por Argentina, Cuba, Bolívia, Venezuela, Panamá, Guatemala, Chile, México, Peru, Equador e El Salvador. A prova tem início às 20h30 (de Brasília). Entre os concorrentes, a equipe cubana é a única que chama atenção da comissão técnica. Ainda assim, Goto acredita que só um "milagre" mudará a configuração da classificação geral, que tem o anfitrião Canadá em terceiro lugar até o momento.

Entre os atletas, o clima de descontração marcou o fim da disputa por equipes. "Saio com o dever cumprido, mas sempre com aquela pulguinha atrás da orelha de que dá para melhorar um pouco mais", diz Zanetti. Ainda assim, eles estavam cientes do fraco desempenho no solo. "Todo mundo deu muito vacilo no solo. Em toda competição, eles (árbitros) estão descontando muito. Tem que se policiar um pouco nisso, principalmente na chegada", diz Arthur Nory.

A apresentação deste sábado também vale como fase classificatória para as finais do individual geral e por aparelhos. Até o início da próxima rodada, Caio Souza aparece em 4º lugar e Lucas Bitencourt em 5º no geral. Cada país pode ter apenas dois finalistas por aparelhos. Arthur Nory até o momento é 2º no salto e 5º no solo e na barra fixa, Francisco Barretto aparece em 5º no cavalo com alças, Caio Souza lidera o salto e é 3º nas barras paralelas e Arthur Zanetti ocupa o primeiro lugar das argolas.

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