Sebastien Nogier/EFE
Sebastien Nogier/EFE

Follmann: ‘Não queríamos estar aqui por isso, mas temos que seguir a nossa vida

Ex-goleiro, um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense, representou o clube na entrega do prêmio Laureus

Daniel Batista, enviado especial a Mônaco, O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2018 | 18h27

O ex-goleiro Jakson Follmann, um dos sobreviventes do acidente aéreo da Chapecoense, representou o clube na entrega do prêmio Laureus, o Oscar do esporte mundial, realizado nesta terça-feira, em Mônaco. Após o evento, ele comentou sobre o fato de ter recebido mais uma homenagem após a tragédia que vitimou 71 pessoas em 2016.

+ Chapecoense ganha o prêmio Laureus como o Melhor Momento do Ano

“Claro que a gente não queria estar aqui por causa do que aconteceu, mas não cabe a nós julgar. Mas sim, dar seguimento as nossas vidas. Alegria grande por esse prêmio, que é o Oscar do esporte. Vai fazer parte de nossas vidas para sempre e é um prêmio especial para os sobreviventes e para a cidade de Chapecó. Uma cidade de 220 mil habitantes receber algo tão importante nos deixa muito feliz e motivado para dar seguimento a nossa reconstrução e nossas vidas dentro do clube”, disse o ex-goleiro.

Após pouco mais de um ano do acidente, a emoção ainda o toca. “Passa um filme na cabeça e a saudade não passa. Claro que a emoção fala mais alta e tenho certeza de que quando chegar em Chapecó, todo mundo vai querer tirar uma foto com o troféu. Foram grandes histórias que nos comovem, mexe com o ser humano. As histórias são sensacionais, que nos tocam e a gente fica feliz por fazer parte disso tudo”, comentou o ex-goleiro, que ao lado de Alan Ruschel e Neto, foram os atletas sobreviventes da tragédia ocorrida no dia 29 de novembro de 2016 e que causou a morte de 71 pessoas.

A Chape ganhou o único prêmio do Laureus que era de votação popular. Os demais, eram eleitos pela organização do evento. Assim, Follmann fez questão de agradecer também aos estrangeiros que votaram no clube catarinense. “Seria injusto falar que só o Brasil torce e votou na gente. É o mundo todo torcendo por nós e isso nos ajuda muito. A gente sabe que é um carinho verdadeiro e graças a esse carinho que estamos aqui”, completou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.