Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

Fonteles bate recorde mundial de Pistorius e leva ouro

Brasileiro cravou 20s66, superando o tempo de Pistorius em 64 milésimos

AE, Agência Estado

21 Julho 2013 | 16h41

LYON - O brasileiro Alan Fonteles conquistou em grande estilo, neste domingo, em Lyon, na França, a medalha de ouro da prova dos 200 metros da classe T43 (para biamputados) do Mundial Paralímpico de Atletismo. Ele não só terminou em primeiro lugar como quebrou o recorde mundial do sul-africano Oscar Pistorius.

Fonteles cravou o tempo de 20s66 e pulverizou a marca mundial que pertencia a Pistorius, de 21s30. Estrela maior do esporte paralímpico, o sul-africano está afastado do esporte, acusado de ter premeditado o assassinato de sua namorada, Reeva Steenkamp, ocorrido em fevereiro deste ano, na própria residência do atleta, em Pretória, na África do Sul. Após pagamento de fiança, ele responde seu julgamento em liberdade.

Após conquistar o ouro e o recorde, Fonteles admitiu surpresa com o seu próprio feito. "O plano era ser campeão mundial, e isso aconteceu. Agora, o recorde, eu realmente não esperava. Fiquei muito feliz", ressaltou o atleta, que teve o cronômetro como principal "adversário". "Na hora que eu passei e vi que faltavam por volta de 30 metros, olhei para o relógio e vi 18 segundos. Fui correndo, correndo, quando enxerguei a linha de chegada. Lembro que passei com 20 segundos. Quando olhei 20s67, a minha felicidade foi imensa", completou.

Antes de fazer história neste domingo, Fonteles já detinha o recorde mundial dos 100 metros da classe T43. Ele cravou 10s77 no GP Paralímpico de Berlim, em 15 de junho, quando se tornou o homem biamputado mais rápido do mundo. E a melhor marca desta prova também pertencia a Pistorius e ao norte-americano Blake Leeper, que correram em 10s91 em 2007.

A ausência de Pistorius deste Mundial foi lamentada por Fonteles neste domingo, sendo que o brasileiro poderia reencontrar o sul-africano depois de ter superado o astro paralímpico na final dos 200 metros da classe T44 dos Jogos Paralímpicos de Londres, no ano passado.

"Perder Oscar (Pistorius) é triste, já que todas as corridas que faríamos juntos após Londres se transformariam em grandes eventos. Todos ficariam ligados para ver quem de nós dois venceria", comentou.

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