Fora da pista, falta de informação e confusão

Chuva causa 'apagão' em parte do circuito e má orientação dos fiscais tem como consequência vários tumultos

Bruno Winckler, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

Não foi só na pista que os problemas se multiplicaram ontem no Anhembi. Durante a forte chuva que caiu por volta das 14 horas, a energia foi interrompida em várias partes do circuito, inclusive na sala de imprensa, onde cerca de 400 jornalistas do mundo inteiro ficaram cinco minutos sem nenhuma informação sobre a corrida. Os monitores se apagaram e os profissionais de imprensa só puderam ter informações por rádio ou pelo uso de televisão portátil.

Houve outros contratempos. Mal orientados pela organização da prova, funcionários que controlavam a entrada do público nos diversos setores do autódromo não se entendiam. Alguns deles liberavam todos os credenciados a entrar em determinados setores e outros, na mesma área, barravam qualquer um que não fosse VIP. O desencontro de informações era total.

Em um desses casos, o repórter Fábio Aleixo, do jornal Lance!, teve a credencial arrancada por um segurança contratado pela produção do evento. O jornalista tentava entrar na garagem onde os carros foram colocados após a corrida. A área estava liberada para a imprensa durante todo o sábado e também antes do treino.

Até mesmo a arquibancada VIP, setor mais nobre do circuito, teve os seus problemas. Durante a chuva, o espaço foi tomado por goteiras. Na passarela, localizada no fim do sambódromo, o pessoal da organização do evento teve trabalho para dispersar o público, que parava no meio da ponte para fotografar os carros vindos a 300 km/h da Marginal Tietê. Quando começou a chover, o problema foi outro: acalmar as pessoas, que corriam sobre a passarela, em busca de um lugar coberto.

Apesar dos problemas apresentados, a FIA, por intermédio de seu presidente, Jean Todt, informou o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, que a entidade autorizou o traçado para os próximos três anos.

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