Fora do Rio 2016, ex-funcionária do COB se sente 'humilhada'

Episódio do roubo de dados dos Jogos de Londres causou a demissão após 12 anos de trabalho para a entidade

SÍLVIO BARSETTI E TIAGO ROGERO, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2012 | 20h45

RIO - Única das pessoas demitidas do COB a se manifestar, Renata Santiago, que trabalhou por mais de 12 anos com Carlos Arthur Nuzman, revelou ter se sentido humilhada no processo de demissão após o roubo de dados dos Jogos de Londres. "Fui 'escoltada' por uma pessoa do RH (recursos humanos) para poder entregar o computador na hora. Bloquearam meu acesso, tive de entregar o telefone celular imediatamente, sem poder tirar os contatos pessoas. Foi humilhante", disse.

Renata contou ter sido abordada, primeiro, por seu chefe direto, o diretor de relação com os Comitês Olímpicos Nacionais, Mario Cilenti. "Ele me disse que a ordem tinha vindo de cima e não havia nada que pudesse fazer", afirmou. "Isso porque eu já estava lá há 12 anos, sem nenhuma reclamação contra mim", afirmou Renata, que pretende entrar na Justiça, comum (por danos morais) e do trabalho, contra o Rio 2016.

A ex-funcionária ainda tentou contato com Nuzman, por acreditar que o presidente do Rio 2016 talvez não soubesse o que estava acontecendo. "Agoniada, escrevi a carta e enviei a ele por e-mail, mas não obtive resposta". Em Londres, Renata chegou a trabalhar na preparação para a cerimônia de abertura, "emprestada" ao comitê organizador dos Jogos Olímpicos (Locog).

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