Força de Michelle Obama será crucial para candidatura de Chicago

O poder de persuasão da primeira-dama dos Estados Unidos será tão importante quanto o carisma do presidente no caso de o efeito Obama levar os Jogos Olímpicos de 2016 a Chicago.

KEVIN FYLAN, REUTERS

29 de setembro de 2009 | 15h47

O anúncio feito pela Casa Branca de que o presidente Barack Obama viajaria a Copenhague para discursar perante o Comitê Olímpico Internacional (COI) deu à campanha de Chicago um impulso nos últimos dias que antecedem a eleição de sexta-feira.

Embora o presidente deva chegar apenas no dia da votação, a equipe da candidatura de Chicago está cautelosa nas previsões sobre qual o impacto ele terá sobre a apertada disputa com Madri, Rio de Janeiro e Tóquio.

Certamente eles não esperam do presidente o mesmo tipo de campanha intensa do então primeiro-ministro britânico Tony Blair, que ajudou os membros a escolherem Londres para os Jogos de 2012, ou do presidente russo Vladimir Putin, quando ele ajudou na vitória para as Olimpíadas de Inverno de 2014 na cidade de Sochi.

Ficará a cargo da primeira-dama Michelle Obama liderar o esforço de lobby por sua cidade natal depois que chegar a Copenhague, na quarta-feira.

"Os olhos do mundo já estavam voltados para cá, mas agora eles de fato brilham em Copenhague", disse o líder da candidatura de Chicago, Patrick Ryan, em entrevista coletiva em uma plataforma construída em uma piscina em Copenhague na terça-feira.

Ele acrescentou: "Isso obviamente muda muitas coisas. O presidente vem para a cidade, as pessoas estão muito animadas com a vinda dele e com a vinda de Michelle Obama."

"Mas não sabemos, ninguém sabe, se isso tem impacto na disputa. Os eleitores determinarão."

Obama será o primeiro presidente dos EUA no poder a discursar em uma sessão do COI. Michelle Obama também discursará na sessão e ela deve organizar reuniões individuais na capital dinamarquesa.

"Michelle Obama fará isso (reunião com os membros) ao longo dos próximos dois dias", afirmou Ryan.

"Estamos muito gratos (ao presidente). Não comparamos isso a Tony Blair ou ao senhor Putin ou outros presidentes. Não queremos entrar na política. Trata-se do esporte. Trata-se das Olimpíadas. Não se trata da influência de um indivíduo."

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