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Francesa de 16 anos é aceita e pode ser 1ª mulher na MLB

Melissa Mayeux é adicionada à lista de prospectos internacionais

Estadão Conteúdo

22 de junho de 2015 | 20h29

Diferente do futebol, do vôlei ou do basquete, o beisebol não é um esporte com divisão de gênero obrigatória. As principais ligas dos Estados Unidos são mistas, ainda que mulheres sejam raridade. Na Major League Baseball (MLB), a principal liga norte-americana, nunca houve uma atleta mulher desde que a restrição a elas foi derrubada, em 1992. Mas esse tabu agora pode ser quebrado.

No domingo, a MLB aceitou a francesa Melissa Mayeux, de apenas 16 anos, como um prospecto internacional. Na prática, isso significa que ela pode assinar contrato com qualquer franquia da liga a partir do próximo dia 2 de julho. Ainda que tal lista seja tecnicamente aberta, nunca uma mulher havia sido registrada.

O tema vem sido discutido nos Estados Unidos nos últimos meses, a ponto de a prestigiada revista Sports Illustrated ter feito reportagem de capa, no fim do ano passado, com uma jogadora de beisebol de 14 anos, apontado ela como possível primeira mulher a ingressar na MLB.

"Melissa só quer ter a maior oportunidade possível no beisebol", diz o técnico dela na seleção francesa, Boris Rothermundt. Além de Mayeux, só outros três atletas franceses foram escolhidos para o camping que a MLB vai promover na Europa, em busca de revelações.

Mesmo inscrita como prospecto internacional, Mayeux dificilmente deverá ser contratada agora por um clube. De acordo com especialistas, ainda que ela assine contrato, não deve jogar nos EUA antes de fazer 18 anos.

Em 10 anos de camping na Europa, a MLB já assinou contrato com 76 atletas. Mas apenas dois deles (um italiano e um alemão) jogaram nas grandes ligas. Os demais atuam ou atuaram em divisões inferiores - diferente do basquete, que forma na universidade, o beisebol tem ligas de base.

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