Fraude com brasileira tira Guiné Equatorial do futebol feminino em Tóquio-2020

A Fifa anunciou nesta segunda-feira a exclusão da seleção de futebol feminino de Guiné Equatorial dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, pela escalação de uma jogadora nascida no Brasil que utilizou-se de "documentos forjados ou falsificados" para atuar pela equipe africana. Trata-se de mais uma punição a um país com longo histórico de irregularidades na convocação de atletas de outras nacionalidades.

Estadão Conteúdo

11 Abril 2016 | 15h01

Desta vez, foi uma brasileira que foi escalada irregularmente. Camila Maria do Carmo Nobre de Oliveira utilizou-se de dois passaportes com informações diferentes para participar do torneio Pré-Olímpico de futebol feminino na África, de acordo com a Fifa. A entidade explicou que a atleta também mostrou duas certidões de nascimento com informações diferentes sobre o local de nascimento de seus pais.

Guiné Equatorial não conseguiu a classificação para a Olimpíada do Rio e, agora, acabou excluída do torneio classificatório para os Jogos de Tóquio. Além disso, a federação de futebol do país foi multada em 40 mil francos suíços (cerca de R$ 147 mil), enquanto a brasileiro Camila foi suspensa por dez partidas oficiais e multada em 2 mil francos suíços (pouco mais de R$ 7 mil).

"O Comitê Disciplinar da Fifa considerou a Associação de Futebol de Guiné Equatorial culpada pelo uso de documentos forjados ou falsificados", anunciou a entidade nesta segunda. A Fifa estava investigando irregularidades de diversas atletas da seleção e o caso ainda pode se estender.

Esta não é a primeira vez que a seleção feminina de Guiné Equatorial foi punida pela escalação irregular de uma atleta. Em 2011, a Fifa tirou a atacante Jade Boho Sayo da Copa do Mundo daquele ano e a suspendeu por dois meses, além de excluir a seleção da Olimpíada de Londres, no ano seguinte, por este mesmo motivo.

Guiné Equatorial é um pequeno país africano que já foi acusado diversas vezes de tentar comprar o sucesso na modalidade ao pagar para jogadores estrangeiros defenderem sua seleção. O futebol masculino do país também já sofreu punições por este problema. De acordo com o cadastro no site da Federação Paulista de Futebol, Camila do Carmo Nobre de Oliveira tem 27 anos e está vinculada ao São José até o fim do ano.

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