Frieza é receita para caldeirão do Boca

Time aposta que é maduro o suficiente para suportar a pressão de jogar em La Bombonera, apesar dos elogios ao rival

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h05

Respeitar sim, temer jamais. A confirmação do Boca Juniors como o adversário do Corinthians na final da Libertadores (quarta-feira na Bombonera e dia 4, no Pacaembu) não assustou os corintianos. Os jogadores, a comissão técnica e os dirigentes estão confiantes na conquista do tão sonhado título e têm uma receita para isso: a tranquilidade apresentada até aqui na competição.

Com um grupo experiente, maduro, o Corinthians mostrou até agora ser um time focado e calmo, mesmo diante de rivais fortes. Essa paciência é a arma para tentar voltar com bom resultado da polvorosa Bombonera.

"Vamos ter de fazer lá o que trouxe a gente até aqui. E ter coragem, esquecendo a pressão, com a qual já aprendemos a lidar", afirma o meia Alex. "Estamos preparados para a Bombonera."

Um dos três campeões da Libertadores no grupo, ao lado de Danilo e Fábio Santos, ele sabe bem como é enfrentar os argentinos. "Foram seis jogos contra eles e ganhei três, com um empate e duas derrotas lá", enfatiza, lembrando da época do Inter.

Danilo, elogiado por sua frieza, independentemente do oponente, endossa as palavras e dá dicas de como é jogar em Buenos Aires. "Claro que tem de se preocupar, joguei lá e sei o quanto é difícil, mas estamos preparados. Pegamos dois adversários complicados (Vasco e Santos) e passamos. Na final não será diferente. Serão jogos dificílimos e teremos de atuar da mesma forma. O Boca joga muito bem em casa, faz prevalecer a pressão", analisa. "E, quando sai de casa, é tarimbado, sabe jogar atrás, explorando os contra-ataques rápidos."

Tite definiu o rival como "cascudo", que não deixa a bola queimar nos pés, mas diz saber como jogar lá pela experiência adquirida no Inter. "Fui lá e fizemos um jogo extraordinário, com capacidade de concentração muito forte. Este é o segredo."

Os dirigentes também dão o alerta. "São dois gigantes. O Boca de tradição em Libertadores, salvo engano um dos que mais venceu, diante de nós. Num jogo decisivo de grandes, quem errar menos leva. Espero e tenho confiança de que Corinthians vá vencer", prega o presidente Mário Gobbi. "O Boca é o papa tudo na Libertadores, nós sabemos do seu favoritismo, mas quem errar menos tem chance de levar. Espero que seja a gente", fala o ex-presidente Andrés Sanchez.

Olho no árbitro. A Conmebol definiu que o chileno Enrique Osses (na Argentina) e o colombiano Wilmar Roldán (Pacaembu) serão os árbitros das finais. Ambos já apitaram jogos do Timão e foram bem. Mas estarão sob olhares do presidente da CBF, José Maria Marin, que ontem esteve no CT do Corinthians para "ajudar no que for preciso." Ele já deu uma força e adiou os jogos com Botafogo (de dia 30 para 11 de julho) e Sport (de 8 de julho para data ainda não anunciada).

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