Frio impede melhores marcas em Berlim

O queniano Patrick Makau levou o ouro, mas ficou a mais de um minuto da marca do etíope Haile Gebrselassie

, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2010 | 00h00

BERLIM

O queniano Patrick Makau venceu ontem a Maratona de Berlim com 2h05min08, mas prejudicado pela chuva e pela baixa temperatura, não conseguiu atingir seu principal e declarado objetivo, que era quebrar o recorde mundial do etíope Haile Gebrselassie de 2h03min59, marca estabelecida em 2008, também nas ruas de Berlim. Gebrselassie não correu ontem por estar se preparando para a Maratona de Nova York, no início de novembro.

Apenas dois segundos atrás chegou o queniano Geoffrey Mutai, enquanto o etíope Bazu Worku ficou em terceiro, com 2h05min25, sua melhor marca pessoal. O vencedor Makau faturou com a vitória um prêmio de 40 mil (R$ 92 mil). Já o segundo e o terceiro colocados receberam 30 mil, por terem completado a distância em menos de 2 horas e seis minutos.

No feminino, a vencedora foi a etíope Aberu Kebede, que com o tempo de 2h23min58 derrotou a compatriota Bezunesh Bekele, a grande favorita da prova, mas que só cruzou a linha um minuto depois. Em terceiro chegou a japonesa Tomo Morimoto. Está provado e comprovado ao longo da história que Berlim tem a maratona mais rápida do mundo. Afinal, nos 13 anos de existência da prova, foram batidos nada menos que seis recordes mundiais.

Clima de traiçoeiro. Apesar de veloz, a Maratona de Berlim tem contudo um clima traiçoeiro, com chuva ininterrupta e muito frio, dois elementos que juntos podem derrubar até mesmo os atletas mais bem preparados. E ontem, em Berlim, frio e chuva estavam presentes para dificultar o objetivo de Patrick Makau de bater o recorde mundial que há dois anos pertence a Haile Gebrselassie.

Ontem, os competidores até que procuraram manter um ritmo forte e sempre constante. Depois de 15 quilômetros de prova, os principais competidores estavam no mesmo ritmo da marca de Gebrselassie. No entanto, um pouco mais adiante, na metade da prova, a chuva, que até então era fraca, começou a cair torrencialmente. Foi o bastante para que os líderes perdessem o passo rumo ao recorde.

Ainda assim os quenianos Makau e Mutai continuaram correndo lado a lado, sem que se pudesse apontar o provável vencedor. Mas nos últimos 400 metros Makau conseguiu, enfim, se livrar de seu compatriota e correu para a vitória.

Faltando 20 metros para a chegada, Makau abriu os braços. A vitória estava garantida. "Hoje havia muito vento e chuva. Minhas roupas e tênis ficaram encharcados, o que me dificultou muito", contou Makau.

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