Frio japonês faz Santos mudar treinos

Preocupado com as baixas temperaturas, Muricy Ramalho quer que o time treine no horário dos jogos, às 19h45 (do Japão), para facilitar a adaptação

LUÍS AUGUSTO MONACO , ENVIADO ESPECIAL / NAGOYA, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2011 | 03h08

O Santos trouxe o frio e o cinza para uma cidade que havia tido um belo dia de sol e temperatura agradável na véspera, e agora terá de conviver com a baixa temperatura até sua estreia no Mundial, dia 14, contra o ganhador do confronto de domingo entre Kashiwa Reysol e Monterrey.

Os treinos do Santos em Nagoya estão marcados sempre para as 17h30, quando já é noite na cidade japonesa, mas Muricy passou a cogitar a possibilidade de mexer na programação para colocar o time em campo mais tarde, perto do horário da partida da semana que vem (19h45, como a de ontem). "Precisamos nos habituar à temperatura que vamos encontrar na hora do jogo. O frio será um grande adversário para nós", disse o técnico santista.

Ontem, o grupo começou a treinar por volta de 16h30 para dar tempo de Muricy e seu auxiliar Tata irem ao estádio observar o time que poderão ter pela frente quarta-feira. O de hoje estava marcado para as 17h30 pela programação oficial distribuída pela Fifa no Centro de Imprensa, mas não será surpresa se mudar de horário - a antecipação do de ontem foi comunicada pela assessoria de imprensa do Santos na hora do almoço.

Se há uma compensação para o frio, é que os jogadores podem comer pratos mais pesados. No almoço de ontem, por exemplo, comeram uma improvável feijoada preparada por cozinheiros japoneses com ingredientes providenciados pelo dono de um restaurante brasileiro na cidade que conhece o caminho das pedras para conseguir produtos do país.

Durante o jogo de abertura do Mundial - o Kashiwa Reysol venceu o Auckland por 2 a 0 -, Muricy chamou de "geladeira" o Toyota Stadium. E ele tem razão. A arquitetura potencializa a sensação de frio. Há vãos na altura das quatro bandeirinhas de escanteio separando os setores localizados atrás dos gols dos que se situam ao longo das linhas laterais. E, no alto, há um bom espaço entre a cobertura e a última fileira de assentos em toda a volta do estádio - sobretudo atrás das metas.

O resultado é que um vento inclemente entra por esses corredores e chega aos ossos de quem vê a partida. O jogo de ontem começou com o termômetro mostrando 9 graus, e terminou com 4. Mas a sensação térmica era de menos do que isso.

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