'Fui acusado por um crime que não cometi e perdi meu parceiro'

Vítima de erro cometido pelo Ladetec, atleta ficou suspenso até falha ser constatada e pode ficar fora da Olimpíada

Entrevista com

RIO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h05

Filho da ex-jogadora de vôlei Isabel, Pedro Solberg viu o sonho de disputar sua primeira Olimpíada quase acabar em 2011. O prejuízo com a suspensão devido ao erro no exame feito pelo Ladetec só não foi maior porque a Federação Internacional de Vôlei decidiu mudar, a partir de Londres, o critério de classificação dos atletas. As vagas não serão mais dadas pela posição no ranking mundial, mas por indicação das confederações nacionais.

Confiante na estreia olímpica - ele disputa quatro vagas com cinco atletas -, Pedro não esquece a punição, e vai à Justiça contra o Ladetec.

Quais foram os prejuízos com a punição?

Primeiro, a minha imagem. Fui acusado por um crime que não cometi. Sou atleta profissional desde os 16 anos, venho de uma família de esportistas e nunca imaginei passar por isso. Fui mal visto no meu meio, fiquei morrendo de vergonha e não gostava de sair de casa. Não perdi meus patrocinadores porque foram muito legais comigo, mas perdi meu parceiro. Tinha acabado de fechar com o Ricardo. Deixei de jogar cinco torneios do circuito mundial, sendo quatro Grand Slams, etapas que valem mais dinheiro e pontos. Quando a suspensão caiu, continuei sem conseguir parceiro até o fim do ano. Como o caso ainda estava em aberto, não poderia fechar com um parceiro de alto nível enquanto não resolvesse tudo. Fiquei de junho a novembro com uma faca no pescoço por causa desse absurdo.

Como está a preparação?

Estou me recuperando de uma lesão. Quebrei o pé no fim do ano, logo que fui liberado. Estou treinando, malhando, mas, na areia, só daqui a duas semanas.

E as chances de ir a Londres?

Acredito muito no meu time com o Marcio. Ele é craque, um dos melhores do mundo. Também estou em uma forma muito boa. Antes da suspensão, vinha fazendo um ano maravilhoso, não é à toa que fui convocado pela CBV, mesmo sem ter jogado tantos torneios. Espero manter o ritmo do ano passado para poder conquistar a vaga olímpica. / T.R.

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