Fadi Al-Assaad/Reuters - 5/1/2011
Fadi Al-Assaad/Reuters - 5/1/2011

'Fui suspenso porque poderia atrapalhar', disse Mohamed bin Hammam

Em entrevista, catariano acusa Fifa de sofrer 'problema profundo' e afirma que sua punição foi política

JAMIL CHADE, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

ZURIQUE - A Fifa não tem regras. O alerta é do ex-candidato à presidência da entidade, Mohamed Bin Hammam. Em entrevista ao Estado, o árabe acusado de pagamento de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,59 milhão) em subornos em troca de votos acusa a entidade comandada Joseph Blatter de sofrer de um "problema profundo". E diz que sua punição foi política. "Eu não preciso dizer nada. O mundo todo viu quem é que controla a Fifa", declarou.

Como o senhor avaliou sua punição por ter pago suborno?

A decisão de me suspender já existia antes mesmo de eu entrar para ser escutado. A decisão de todos na Fifa já estava tomada. Eu deveria ser afastado. O argumento não era o que importava.

Blatter foi totalmente inocentado, apesar de o senhor dizer que ele sabia de tudo. Qual a impressão de que isso dá ao mundo sobre a Fifa?

Como eu disse, o processo não foi justo. Eu fui suspenso porque poderia atrapalhar as investigações. Blatter não foi nem investigado. Isso diz tudo.

O senhor acredita que o Comitê de Ética da Fifa é um órgão independente?

Nenhum sistema judicial no mundo atua assim. Mas ficou claro quem tem a força dentro da entidade. Não há regras.

Como fica a imagem da Fifa diante das alegações contra o senhor e contra Blatter?

A pior possível. O problema é profundo. Eu não preciso dizer nada. O mundo todo viu quem é que controla a Fifa.

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