Funilense abre portas para Eliane

"As portas do clube estão abertas para ela que é uma atleta em desenvolvimento, uma garota de futuro", afirma o coordenador da BM&F Funilense Atletismo, Ricardo D´Angelo, sobre o retorno da atleta Eliane Luanda Cardoso Pereira. A juvenil de 19 anos está suspensa da Funilense desde agosto após o resultado positivo do exame antidoping que comprovou a presença de estanozolol, substância proibida pela Confederação de Atletismo. Conforme o contrato, o clube também suspendeu a bolsa auxílio de R$ 350. Em conseqüência do doping, Eliane perdeu a medalha de ouro pelos 1.500 metros nos VII Jogos Sul-Americanos, ocorridos em Belém, que foi para a chilena Eliana Vasquez. E ainda pode pegar uma suspensão das competições por até dois anos. O caso será julgado pela Comissão de Atletismo. D´Angelo afirma que o clube não tinha conhecimento dos medicamentos prescritos por Júlio César Alves, médico particular da atleta. Alves contesta e já encaminhou documentos a comissão de sindicância. "Acreditamos na inocência da Eliane. Ela não teve a intenção, o que não atenua o ocorrido", fala D´Angelo, acrescentando que seria leviano inscrever a juvenil nestas condições e que o clube faz de 10 a 15 exames antidoping por ano em seus atleta. "Temos 15 anos de estória no atletismo, equipes completas e cuidados a zelar", finaliza.

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