Futebol brasileiro é a fonte preferida de ''pé de obra''

GENEBRA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2011 | 00h00

Nunca a exportação de jogadores brasileiros esteve tão diversificada e globalizada como em 2010. Dados do Observatório de Jogadores Profissionais indicam que o Brasil exportou atletas para 58 países no ano passado.

Se Portugal é ainda o principal destino, o levantamento também mostra que o Brasil já negocia mais jogadores para Irã, Coreia e Japão do que para tradicionais mercados, como Espanha, Itália e Inglaterra.

No total, mais de um quarto de toda a exportação mundial de jogadores teve origem em apenas três países: Brasil (283), Argentina (215) e Sérvia (150). Mas nenhuma outra nacionalidade tem jogadores espalhados por tantos países como o Brasil. Os argentinos, por exemplo, estão em 44 países.

No ano passado foram 15 brasileiros transferidos para a Coreia, 14 para o Japão e 12 para o Irã.

O Atlético-MG destaca-se com 10 exportações, contra oito do Botafogo. Na Argentina, só o River Plate vendeu 14 e se tornou o clube que mais exportou no mundo. O Brasil diversificou seu produto. Apenas 60% das vendas eram de atacantes ou meias.

No mundo, o país que mais comprou jogadores foi o Chipre, com 219. Mas o campeonato mais internacional é mesmo o inglês. Só em 2010 os clubes compraram atletas de 27 países diferentes. Porém, a principal rota é mesmo entre Brasil e Portugal, com 95 exportações.

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