Juan Karita/AP
Juan Karita/AP

'Futebol é assim: se você não mata, morre', lamenta Muricy

Técnico santista fica inconformado com as chances de gol perdidas na Libertadores

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h04

LA PAZ - Desde a semana passada Muricy Ramalho tinha decidido que na estreia na Libertadores o lateral-direito seria Fucile e o esquerdo, Juan. Disse isso depois da vitória sobre o Botafogo em Ribeirão Preto, pelo Paulista, e preparou o Santos com essa formação para a partida em La Paz, mas quando o ônibus estava a caminho do estádio o técnico foi informado de que teria de mudar de planos porque Juan estava suspenso - foi expulso pelo São Paulo em jogo contra o Libertad ano passado em Assunção.

"Não sei o que aconteceu, mas alguém errou nessa história. A gente estava vindo para o estádio quando me disseram que o Juan não poderia jogar", afirmou Muricy.

Sobre a atuação do time, o técnico lamentou a falta de precisão nas finalizações e a derrota por 2 a 1 para o The Strongest.

"Tivemos várias chances para marcar e não matamos o jogo. E o futebol é assim: se você não mata, morre. Um time como o nosso tem de matar."

O treinador também não atribuiu a derrota aos efeitos da altitude de 3.660 metros de La Paz.

"Mesmo com as dificuldades que tivemos, tínhamos de ter vencido. A altitude realmente é um adversário, porque o time fica desigual fisicamente, mas criamos muito. E um time como o nosso tem de matar o adversário", disse Muricy.

A delegação embarcaria de volta para o Brasil, em voo fretado, na madrugada de quinta-feira. O próximo jogo do Santos na Libertadores será contra o Internacional, dia 8 de março, na Vila Belmiro.

No Campeonato Paulista, o time santista visita o Mirassol, no sábado, às 18h30. Muricy deve armar a equipe com os reservas.

DESABAFO

Do lado do The Strongest, o atacante Pablo Escobar, que já jogou em clubes brasileiros como Santo André e Ponte Preta, fez duras críticas à imprensa boliviana após o jogo.

"O que o Neymar ganha em um mês nós todos os 22 jogadores do The Strongest não ganhamos em oito meses. Não tem comparação. Vocês da imprensa tinham de ficar uma semana acompanhando o Santos e depois uma semana com a gente para saberem da diferença", desabafou o atacante.

Escobar também fez uma comparação do seu time com o do Santos para ressaltar a grandiosidade da vitória dos bolivianos na estreia na Libertadores.

"Vocês viram o que fizemos. Eles vinham com o Ganso, outra hora era com Neymar, outra com Elano, outra com Borges. São todos jogadores grandiosos. E mesmo assim fomos lá e superamos. Isso precisa ser ressaltado", insistiu Escobar.

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