Johannes Eisele/AFP
Johannes Eisele/AFP

Futebol e tênis dividem atenção na cerimônia do Prêmio Laureus

Brasil está representado pela Chapecoense, que concorre ao prêmio de melhor retorno do ano e melhor momento esportivo

Daniel Batista, enviado especial a Mônaco, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2018 | 08h26

O Prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte mundial, será realizado nesta terça-feira, em Mônaco, e premiará os melhores atletas e equipes de 2017 em diversas categorias. No ano da Copa do Mundo na Rússia, o futebol e o tênis são os esportes que mais possuem indicados, com o atletismo também sendo bastante reverenciado. O Brasil está representado pela Chapecoense, que concorre ao prêmio de melhor retorno do ano e melhor momento esportivo.

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A briga pela escolha do melhor atleta do mundo conta com veteranos na premiação. Roger Federer, que já venceu quatro edições (entre 2005 e 2008) pode se tornar o maior vencedor do prêmio. No momento, ele está empatado com o jamaicano Usain Bolt. Porém, o suíço conta com adversários de peso. O astro Cristiano Ronaldo é indicado pela quarta vez, mas nunca venceu. Em 2017, ele foi artilheiro do Campeonato Espanhol e o primeiro jogador a chegar a marca de cem gols na Liga dos Campeões da Europa. Ainda foi campeão da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes e teve o ano coroado sendo eleito pela Fifa o melhor jogador de 2017.

Atual número 2 do mundo, o tenista Rafael Nadal vai para sua sexta indicação ao prêmio, que já conquistou em 2011. Em 2017, ele foi campeão de seis torneios da ATP, ganhando, entre outros, Roland Garros. São mais três britânicos na briga pelo prêmio. Lewis Hamilton foi indicado pela quarta vez após ser campeão mundial de Fórmula 1. Com quatro medalhas de ouro olímpicas no currículo, Mo Farah está na sua quarta indicação e no ano passado foi campeão mundial nos 10.000m e vice nos 5.000m no atletismo. E fecha a lista o ciclista Chris Froome, que foi flagrado em exame antidoping, ainda que não tenha sido suspenso, o que praticamente o tira da briga pelo título.

Entre as mulheres, duas tenistas marcam presença. Tricampeão do prêmio (2003, 2010 e 2016), Serena Williams foi indicada pela nona vez. A espanhola Garbiñe Muguruza, que chegou a liderar o ranking da WTA no ano passado, concorrepela primeira vez ao Laureus.

O atletismo também tem duas representantes. A norte-americana Allyson Felix foi indicada pela terceira vez após ser campeã mundial nos revezamentos 4x100m e 4x400m rasos e bronze nos 400m rasos. Ela já soma nove medalhas olímpicas, sendo seis de ouro. Já a sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica, conquistou o tri mundial dos 800m.

A nadadora americana Katie Ledecky aparece pela terceira vez na lista. A jovem atleta, de apenas 20 anos, brilhou no Mundial do ano passado, com cinco medalhas de ouro e uma de prata. Completando a lista, aparece a atual campeã olímpica do esqui alpino slalom, Mikaela Shiffrin, que faturou o tri mundial ano passado.

O prêmio de melhor equipe do ano é disputado por Real Madrid (futebol), a seleção da Nova Zelândia de remo, o New England Patriots (futebol americano), a Mercedes (Fórmula 1) o Golden State Warriors (basquete) e o time da França na Copa Davis (Tênis).

Os indicados a revelação do ano são: Anthony Joshua (boxe), Kylian Mbappé (futebol), Jelena Ostapenko (tênis), Sergio Garcia (golfe), Giannis Antetokounmpo (basquete) e Caeleb Dressel (natação).

A Chapecoense foi indicada em duas categorias. O melhor retorno do ano, disputando com Barcelona, pela reação espetacular diante do Paris Saint-Germain, na Liga dos Campeões, Roger Federer, que voltou muito bem após lesões, Valentino Rossi (MotoGP), Sally Pearson (atletismo) e Justin Gatlin (atletismo).

E o clube brasileiro também disputa como melhor momento esportivo do ano, sendo esse o único prêmio decidido pelo voto popular. A Chapecoense concorre pela forma com que se reergueu após a tragédia aérea que matou a maior parte do elenco, em 2016. Concorrem ainda o The Iowa Hawkeyes e seus torcedores da "Kinnick Wave"; Bradley Lowery, um torcedor de futebol de seis anos, pela sua amizade com o atacante inglês Jermain Defoe; Kimi Räikkönen e seu fã de seis anos Thomas Danel, e o piloto de automobilismo Billy Monger, de 18 anos.

O Laureus ainda premiará o melhor atleta de esportes radicais. Os concorrentes são Tyler Wright (surfe), John John Florence (surfe), Anna Gasser (snowboard), Mark McMorris (snowboard), Nyjah Huston (skate) e Armel Le Cléac'h (vela).

E também será homenageado o melhor paralímpico. Estão na disputa Marcel Hug (atletismo), Yui Kamiji (tênis), Oksana Masters (esqui cross-country), Bibian Mentel-Spee (snowboard), Jetze Play (ironman) e Markus Rehm (atletismo).

Além da premiação aos atletas, o prêmio Laureus também apoia projetos sociais em todo o mundo e no Brasil tem parceria com quatro instituições, sendo três delas no Rio de Janeiro. Casos do Instituto Reação, da Luta pela Paz e do Bola para frente. Completam a lista ainda, a fundação Gol de Letra, que tem eventos no Rio e em São Paulo e é fundada pelos ex-jogadores Raí e Leonardo. E até o ano passado, o Laureus apoiava também o Passe de Mágica, fundado pela Magic Paula, ex-jogador de basquete.

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