Futebol feminino goleia mais uma vez e pensa na semifinal

Marta dá mais um show; desta vez no templo sagrado do futebol, o Maracanã

Bruno Chazan, do estadao.com.br

20 de julho de 2007 | 16h54

Em tarde inspirada da atacante Marta, autora de cinco gols, a seleção brasileira feminina de futebol goleou o Canadá por 7 a 0, na sua estréia no estádio do Maracanã, templo sagrado do futebol dos homens. Com o resultado, terminou a primeira fase do torneio do Pan-Americano na primeira colocação do Grupo A, com 12 pontos em 12 possíveis.    Confira o quadro geral de medalhas    Conheça os detalhes das modalidades em disputa   O adversário do Brasil nas semifinais, marcadas para esta segunda-feira, novamente no Maracanã, será o México, que no jogo de abertura da rodada bateu por 3 a 2, de virada, os Estados Unidos, que estão representados no Rio pela seleção sub-20. O outro confronto será justamente entre norte-americanas e canadenses.   Apesar do placar elástico, o Brasil enfrentou dificuldades no primeiro tempo. O Canadá, nono colocado no ranking da Fifa, assustou pelo alto, com as atacantes Sinclair e Lang. A primeira cabeceou uma bola na trave e a outra obrigou a goleira Andréa a fazer grande defesa.   O diferencial a favor do time brasileiro foi ninguém menos que a melhor do mundo em 2006. Dona de técnica muito superior às demais, Marta atormentou as zagueiras canadenses. Na sua primeira jogada de perigo, quase marcou um gol olímpico - a bola explodiu no travessão.   Aos 24, não houve quem a parasse: recebeu na frente, deu um chapéu em uma canadense, invadiu a área, cortou outras duas de uma só vez e bateu com categoria no canto direito. Gol que não deve nada aos mais belos protagonizados pelos marmanjos da seleção de Dunga.   O segundo tempo foi um passeio brasileiro. Aos três minutos, a lateral-esquerda Rosana cobrou com categoria falta sofrida por Marta, no ângulo esquerdo. Quatro minutos depois, Marta aproveitou erro da zaga para driblar a goleira Swiatek duas vezes antes de escolher o canto. Aos 20, Daniela ampliou escorando, dentro da pequena área, cruzamento de Cristiane. Aos 26, Marta avançou sozinha e bateu na saída da goleira. Aos 39, ela ganhou na corrida e tocou com classe para a rede. Três minutos depois, o fim do recital: recebeu livre e bateu com enorme categoria.   Com os cinco gols, Marta assumiu a artilharia isolada do Pan com nove gols em apenas três partidas - chegou atrasada ao Rio devido a compromissos pelo Campeonato Sueco, em que defende o Umea. E só não marcou o 11.º porque parou mais uma vez na trave, novamente após driblar a goleira. A melhor do mundo honrou a tradição do velho Maracanã.

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