Futebol feminino sofre em viagem de sete horas a Londres

Delegação enfrentou problemas técnicos e burocráticos com o ônibus que foi até a capital britânica

SILVIO BARSETTI, enviado especial, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2012 | 17h25

LONDRES - A seleção brasileira feminina de futebol sofreu no último domingo um problema de organização na Olimpíada, que prejudicou a sua preparação para enfrentar a Grã-Bretanha nesta terça-feira, pela última rodada da primeira fase do torneio. Como o ônibus que transportava a delegação de Cardiff, no País de Gales, para Londres quebrou e não havia um veículo reserva disponível, a viagem da delegação demorou cerca de sete horas, bem mais do que as duas horas inicialmente previstas. O fato, revelado apenas nesta segunda, deixou o técnico Jorge Barcellos bastante irritado.

A delegação do Brasil estava em Cardiff, onde disputou as duas primeiras rodadas da Olimpíada - venceu Camarões e Nova Zelândia. Durante a viagem para Londres, o ônibus oficial quebrou na estrada e o grupo ficou esperando mais de uma hora pela solução do problema. Por sorte, passou pelo local um outro ônibus da organização, mas o motorista deste precisava de uma autorização especial para transportar a seleção até a Vila Olímpica, o que gerou mais minutos de indefinição.

"Numa competição do porte de uma Olimpíada, isso é um fato grave. Não entendo como demoraram para tomar a iniciativa para resolver o problema. Não pode acontecer isso. É um absurdo", reclamou Jorge Barcellos, irritado com o desgaste provocado nas atletas e com o atraso na programação. Ele não quis, porém, ligar o problema de organização com o fato de o Brasil enfrentar nesta terça-feira justamente a anfitriã Grã-Bretanha.

Já classificados às quartas de final, Brasil e Grã-Bretanha, ambos com seis pontos ganhos, vão decidir nesta terça a liderança do Grupo E. A equipe de Marta e companhia precisa apenas de um empate para ficar em primeiro, já que leva vantagem no saldo de gols (6 a 4).

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