Futebol perde Jorge Vieira, o técnico das 'proezas'

Aos 78 anos, ele não resistiu a um enfarte e morreu no Rio, onde era ídolo do América. Também fez história no Corinthians

O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h04

Memória

O futebol nem sempre é feito só de alegrias. E ontem foi um dia triste no mundo da bola. Pela manhã, cariocas e apaixonados pelo esporte despediram-se de Jorge Silva Vieira. Aos 78 anos, o ex-técnico Jorge Vieira, que tantas emoções levou ao futebol do Rio, aos corintianos e até para a seleção iraquiana de Saddam Hussein, foi enterrado no Cemitério São João Batista, após perder a luta contra problemas no coração. Estava internado no Hospital Prontocor, em Botafogo e, na terça-feira à noite, não resistiu a um enfarte.

Nascido em 18 de julho de 1934, ele está eternizado no coração de muitos torcedores, principalmente do América, uma de suas maiores paixões e onde trabalhou pela última vez em 2007, já como dirigente.

Lateral de estilo vigoroso, iniciou a carreira no Madureira. Precocemente, pendurou as chuteiras. Amante do futebol, mostrou logo de cara sua competência para armar e dirigir times ao levar, com apenas 26 anos, o América à conquista do então Campeonato do Estado da Guanabara (o Carioca), em 1960. Numa competição por pontos corridos, não deu chance para os quatro gigantes do Estado e, com 16 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota, ajudou a time a dar a sua última volta olímpica no Estadual.

No Rio, Jorge Vieira ainda dirigiu Olaria, Vasco e Fluminense, mas traçaria sua história por outros cantos do País e do mundo. Em 1965 foi para Portugal, dirigir o Belenenses. Passou também pelo Vitória de Guimarães, em 68. Voltou ao Brasil para mostrar Sócrates ao planeta dirigindo o Botafogo de Ribeirão Preto.

Chegou ao Corinthians onde se tornou o 8.º técnico que mais comandou o clube, com 147 partidas e outros dois títulos estaduais em meio à Democracia Corintiana, nos anos de 1979 e 83.

Em 85, se tornou amigo de Saddam Hussein ao dirigir e conseguir a proeza de levar o Iraque ao Mundial de 86. No currículo ainda há passagens por Palmeiras, Bahia, Vitória, América-MEX, Puebla-MEX e por El Salvador.

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