Futsal finalmente garante espetáculo que faltou na estréia

Agora sim o espetáculo que todosesperavam. Depois de uma estréia sem sal contra a Guatemala, oBrasil arrasou Cuba por 8 x 0 em sua segunda partida no futsaldo Pan-Americano, nesta terça-feira, com direito a driblesentre as pernas, elásticos, muitos passes de calcanhar e umsonoro olé sobre os adversários. Melhor adaptados à quadra emborrachada do Riocentro, quefoi alvo de reclamações após a estréia decepcionante, osbrasileiros foram bastante saudados pela torcida que voltou alotar o local. O ídolo Falcão, que marcou três gols, ficou umdegrau acima. Ele foi ovacionado pelos fãs e teve seu nomegritado o tempo inteiro. "Você pode jogar bonito e ser responsável, voltar paramarcar. A gente veio com esse intuito hoje e o jogo saiunaturalmente. O resultado poderia ter sido 1 x 0, mas o nossoestilo de jogo hoje estava diferente. O futsal brasileiro temque jogar assim porque faz a diferença", afirmou Falcão ajornalistas, após uma interminável sequência de fotos eautógrafos com torcedores e até voluntários da organização doPan. Considerado desde antes dos Jogos um dos pontos altos dacompetição, o futsal brasileiro havia demonstrado sinais denervosismo na vitória de 4 x 1 sobre a Guatemala e deixoufrustrada a torcida que compareceu à partida. A situação seinverteu contra os cubanos, quando desde o início a equipemostrou que buscaria o espetáculo. A primeira finalização brasileira foi de peito, com Falcão.O jogador eleito melhor do mundo pela Fifa também tentou abriro marcador de calcanhar, mas o goleiro cubano Wilfredo Carbosalvou. "A gente saiu ontem muito frustrado, assim como a torcida etodo mundo. Hoje estava no nosso rosto o semblante de alegriade jogar", acrescentou Falcão, que marcou o primeiro golbrasileiro, numa jogada de contra-ataque. Além das jogadas individuais de Falcão, o Brasil tambémcriou bons lances coletivamente, especialmente nastriangulações, criando oportunidades para chutes de meiadistância. Marquinhos, Vinícius, Neto, Gabriel e Simi marcaramos outros gols da goleada. Nos momentos em que Falcão era poupado pelo técnico PauloCésar Oliveira, a torcida pedia insistentemente a presença dojogador na quadra. Mas os outros membros da equipe garantem nãoficar incomodados com a predileção declarada pelo camisa 12. "O importante é que ele é brasileiro, ele fez por merecerestar no posto onde está", disse o fixo titular Ciço. "Ele estájogando não individualmente e em prol do coletivo, enquanto elejogar coletivamente para a seleção sempre vai ser o melhor domundo. Se começar a jogar individual ai sem será um problemapara nós." DUELO COM FERRETI O Brasil decidirá na quarta-feira contra o Paraguai aprimeira posição do Grupo A, após as duas equipes teremvencidos os dois primeiros jogos. Do outro lado da quadraestará um velho conhecido dos brasileiros, o ex-técnico daseleção brasileira Fernando Ferreti, atual comandante dosparaguaios. Além de dirigir o próximo adversário do Brasil, Ferreti é otécnico do clube Malwee, onde atuam quatro jogadoresbrasileiros que estão no Pan, entre eles Falcão. O jogo éconsiderado o mais complicado para o Brasil no torneio, e devese repetir na disputa da medalha de ouro da competição. "Para o Ferreti eu não posso perder porque convivo com eleo ano inteiro. Tenho que ganhar para tirar sarro", disseFalcão.

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