Futuro de Armstrong deve ser a política

O futuro do norte-americano Lance Armstrong ainda é incerto, a não ser sobre o dia de hoje: prometeu que levaria a namorada, a cantora Sheryl Crow, e os filhos Luke, Grace e Isabelle para alguma praia francesa e, como qualquer mortal, tomar um vinho ou uma cerveja e comer bastante. Tudo para comemorar o fim da vitoriosa carreira no ciclismo, com a conquista do 7º título seguido da Volta da França.Mas uma das possibilidades pode ter surgido a partir da sua popularidade como atleta aliada à militância em prol das vítimas de câncer e sua inserção no mundo das celebridades: a política.Não por acaso, o senador democrata John Kerry, derrotado nas últimas eleições para presidente dos Estados Unidos pelo republicano George W. Bush, nem esperou o fim da Volta da França para retomar os contatos com o agora ex-ciclista, que trabalhou em sua campanha. Talvez Armstrong seja a figura carismática que o partido procura para outras eleições.Como militante, Armstrong é um sucesso. Seu trabalho pela causa dos portadores de câncer deu tão certo que as pulseiras amarelas de silicone, criadas para arrecadar dinheiro a ser utilizado na fundação que leva seu nome, viraram mania mundial. Ao mesmo tempo, seu trabalho que incentiva não só as pesquisas contra o câncer, mas a conscientização da população e troca de experiências entre as vítimas da doença é reconhecido por especialistas. "Para mim, política é sobre lutar por algo que você acredita que é certo", define Armstrong.Aliado à tudo isso, está uma biografia vencedora e um temperamento determinado que pode ser ilustrado por uma passagem de sua biografia, transformada em livro. Após as seis horas de cirurgia para retirar o tumor em seu cérebro e o fim do efeito da anestesia, os médicos tentaram conversar com Armstrong para saber se a operação teria causado alguma seqüela. Começaram o exame perguntando o nome ao paciente. A resposta: "Lance Armstrong. E posso chutar seu traseiro sobre uma bicicleta algum dia desses".

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