Futuro de Washington, o primeiro desafio para Ricardo Gomes

O novo técnico do São Paulo terá de definir o que fazer com o atacante, que enfrenta resistência no elenco

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

23 de junho de 2009 | 00h00

Ao assumir o cargo amanhã, o técnico Ricardo Gomes terá, de cara, um grande problema para resolver antes da partida contra o Náutico, sábado, pelo Campeonato Brasileiro: definir a situação do atacante Washington, contratação mais comemorada no São Paulo no início da temporada. O jogador foi barrado na derrota por 3 a 1 para o Corinthians e vive situação adversa no Morumbi. Teve de ouvir vaias e xingamentos da torcida na eliminação da Libertadores diante do Cruzeiro e não mantém bom relacionamento com Borges e Dagoberto, seus companheiros de ataque. Confira mais notícias do Brasileirão no canal especial do torneio nacionalO interino Milton Cruz disse que deixar Washington fora do jogo de domingo foi uma decisão da comissão técnica ainda quando Muricy Ramalho estava no comando. "Eu, o Muricy e o Tata (auxiliar que também deixou a comissão técnica) conversamos e decidimos que seria melhor para o Washington descansar nessa rodada", contou.Contudo, o presidente Juvenal Juvêncio explicou que era uma forma de poupar o jogador da ira do torcedor, inconformado com a eliminação. Ninguém no clube mencionou, mas o centroavante também faria seu sétimo jogo no Brasileiro, o que impossibilitaria sua transferência para outro time do País. Dispensar Washington não está descartado. "Ele não tem nenhuma proposta, mas vai depender de uma avaliação do novo treinador", salientou o máximo dirigente tricolor.Washington estava insatisfeito com Muricy. No início da temporada, o técnico havia elevado o jogador à condição de titular absoluto - para desgosto de Dagoberto e Borges, atacantes do título brasileiro. Mas o camisa 9 foi tirado de campo no começo do segundo tempo do jogo contra o Avaí e no intervalo diante do Cruzeiro. Ficou furioso e chegou a sofrer uma reprimenda. Se continuar insatisfeito, sua permanência está seriamente ameaçada. "Essas reclamações não podem acontecer, não está certo", declarou Juvenal. Colabora também para a saída do centroavante seu alto salário - o segundo maior do elenco, só abaixo de Rogério Ceni. A diretoria já questiona o investimento, que ainda não deu retorno. E pensa que negociá-lo seria uma forma de compensação.Gilmar Rinaldi, empresário de Washington, assegura que o atleta pretende cumprir seu contrato até o fim. "Quero dar muitas alegrias ainda à torcida, não sou o ?Coração Valente? por acaso. Vou dar a volta por cima", teria dito o camisa 9 ao seu agente, que recebeu a recomendação de não iniciar conversas com nenhum outro clube.

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