Futuro governo chileno quer manter Rali Dacar no país

O futuro subsecretário de Esportes, Gabriel Ruíz Tagle, disse que esta será uma das prioridades de sua gestão

Ansa

20 de fevereiro de 2010 | 18h52

O futuro subsecretário de Esportes do Chile, Gabriel Ruíz Tagle, disse que sua primeira tarefa ao assumir o cargo, no dia 11 de março, será garantir a permanência da disputa do Rali Dacar no país.

A prova, que já há dois anos é realizada na América do Sul, com um trajeto que passa por Chile e Argentina, foi definida por Ruíz Tagle como uma das prioridades mais urgentes do futuro governo do país, porque se trata de uma iniciativa que "supera o âmbito esportivo".

O Rali Dacar deixou o continente africano a partir de 2008 devido ao temor causado por ameaças terroristas.

Em entrevista ao jornal local La Tercera, o funcionário designado, que já foi presidente do clube de futebol Colo Colo, um dos mais tradicionais do país, disse que também será necessário disputar a realização de outros eventos de grande porte, como a Copa América de 2015.

"Há eventos internacionais importantes que podem ser realizados no Chile, e o governo deve brigar por isso", afirmou.

A proposta de transferir a Copa América de 2015 do Brasil, onde o torneio seria realizado originalmente, para o Chile, foi acordada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet durante uma visita que esta fez a São Paulo em 2009.

Além da competição regional, o Brasil já receberá a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Ruíz Tagle, que tomará posse em março junto ao presidente Sebastián Piñera, prometeu também incentivar diversas modalidades esportivas em sua gestão.

"Vamos nos focar em muitas disciplinas, e não apenas no futebol. Quero dar ênfase à corrida, devido a seus efeitos positivos para a saúde", explicou.

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