Sean M. Haffey/AFP
Sean M. Haffey/AFP

Gabriel Medina chora ao conquistar seu terceiro título mundial de surfe: 'É um sonho'

Bastante emocionado, brasileiro festeja conquista e ganha abraços e elogios de Filipe Toledo, segundo colocado

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2021 | 19h11

Gabriel Medina foi do choro para os braços da torcida que lotou a areia em Trestles, na Califórnia. Ele venceu seu amigo Filipe Toledo na decisão do Rip Curl WSL Finals duas vezes para conquistar seu terceiro título mundial. "Não é todo dia que você realiza um sonho", afirmou o surfista brasileiro, bastante emocionado.

Ele tinha como meta alcançar os três títulos mundiais de seu grande ídolo de infância, o australiano Mick Fanning, e conseguiu. Também igualou as marcas do havaiano Andy Irons e de Tom Curren, dos Estados Unidos. E está atrás apenas de Mark Richards, com cinco títulos, e Kelly Slater, com 11.

"Trabalhei muito duro, não tem outra forma de vencer", disse em sua entrevista após sair da bateria que lhe deu mais um título mundial. "Eu não sou muito bom de falar, prefiro falar com meu surfe. Precisei fazer muito disso para ganhar esse título", brincou e logo na sequência foi interrompido por Filipinho, que fez questão de dar mais um abraço em Medina.

"Ele disse que eu merecia esse título. Eu sempre respeitei esses adversários, Filipe, Italo, todos que estão no circuito. Por isso que aprendo muito e sei que preciso ser intenso. É muito duro uma disputa como essa, mas graças a Deus eu consegui", continuou o surfista, que fez uma ótima competição.

Na primeira bateria da final com Filipinho, Medina surfou melhor e ganhou por 16,30 a 15,70, ficando em vantagem na decisão. Na segunda bateria, Medina começou melhor, mas houve uma paralisação por causa da presença de um tubarão perto da área de competição. No retorno, o surfista de Maresias manteve o foco e ganhou por 17,53 a 16,36, acertando um lindo back flip.

Essa manobra ousada valeu uma nota bem alta e a garantia de que o título mundial não iria escapar mais. "A parte mental é a mais díficil. Eu tinha 11 mil pontos de diferença para meus adversários até chegar nessa decisão, mas sabia que precisava mostrar aqui também. Me sinto muito bem", comentou, feliz da vida.

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