Ed Sloane/WSL
Ed Sloane/WSL

Gabriel Medina e Italo Ferreira garantem vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Com a eliminação de Filipe Toledo no Pipe Masters, dupla se junta a Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima na Olimpíada

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2019 | 17h32

O Brasil já tem definidos seus quatro representantes no surfe para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Durante a disputa do Billabong Pipe Masters, Italo Ferreira e Gabriel Medina garantiram sua vaga após a eliminação de Filipe Toledo no Havaí. No feminino, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb já haviam confirmado suas vagas.

Já em relação ao título mundial de surfe, Italo e Medina se mantiveram vivos na disputa enquanto Filipinho deu adeus ao sonho. Quem também caiu fora da briga foi o sul-africano Jordy Smith, que acabou sendo eliminado pelo brasileiro Jesse Mendes na 13ª bateria da terceira fase do Pipe Masters. Já Kolohe Andino ainda tem chance, mas depende de uma combinação bem complicada de resultados.

Italo disputou a primeira bateria do dia contra o também brasileiro Jadson André. Ganhou por 8,53 a 7,20 e passou para as oitavas de final. "Tentei pegar as melhores ondas, o mar estava complicado, mas cada bateria é uma história e vamos seguir em frente", afirmou o surfista, que também está firme na briga por seu primeiro título mundial.

Quem também está na briga pelo seu terceiro troféu e avançou em Pipeline foi Gabriel Medina, que superou o havaiano Imaikalani deVault por 17,07 a 13,90. "Estou muito feliz de conseguir essa vaga olímpica. A qualificação foi apertada e me sinto bem de garantir a classificação. É um sonho se tornando realidade e estou feliz da vida", comentou o surfista, que se manteve vivo em busca do título de campeão mundial.

Como Filipinho era, entre os três atletas nacionais na briga pelo título, o de pior colocação geral, ele sabia que não podia perder sua bateria, fosse para continuar vivo em busca do troféu de campeão, fosse para se manter na corrida olímpica. Mas ele perdeu para Ricardo Christie, da Nova Zelândia, por 11,04 a 9,84, e acabou eliminado no Pipe Masters. "Cometi erros em relação à prioridade, isso acontece. É duro, não quis tentar provar que sou capaz, mas estou cansado por ter me pressionado tanto. Vamos ver o que vem na sequência", lamentou o brasileiro.

No feminino, Tatiana Weston-Webb foi a primeira brasileira a carimbar seu passaporte para Tóquio. "Poucas atletas na vida têm a chance de ganhar uma medalha de ouro olímpica. É um título gigante, sempre foi meu sonho e quero conquistá-lo. Seria incrível", comentou a surfista de 23 anos. "No tipo de onda do Japão, tudo pode acontecer. Vou treinar nesse tipo de onda para melhorar e estar pronta", avisou.

A experiente Silvana Lima, por sua vez, sabe que tem condições de coroar sua carreira com um pódio olímpico. "Eu sempre pensava em um dia disputar os Jogos Olímpicos e agora esse sonho se tornou realidade. Estou muito feliz em poder ter a chance de fazer isso pelo meu país, pela minha família, meus patrocinadores. Eu estarei lá no Japão", disse a atleta de 35 anos.

Neste ano, as duas disputaram os Isa Games, em Miyazaki, e chegaram longe na competição no Japão. Lá, conseguiram sentir melhor as ondas, que não são tão grandes como as que estão acostumadas a enfrentar no Circuito Mundial. Silvana ficou com a medalha de prata e Tati acabou caindo na última fase, terminando na quinta posição.

Na mesma competição, só que no masculino, os brasileiros brilharam e chegaram bem longe no evento. Italo ficou com a medalha de ouro, Medina foi bronze e Filipinho acabou chegando perto do pódio, mas acabou desistindo da competição quando ainda tinha chances de medalha por causa de uma dor nas costas.

Os resultados dos atletas nacionais, tanto no Isa Games quanto no Circuito Mundial de Surfe, mostram que o Brasil terá ótimos representantes nos Jogos de Tóquio e que brigarão por medalhas na praia de Chiba, onde será realizada a competição. Vale lembrar que esta é a estreia do surfe no programa olímpico.

 

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