Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Gabriel Medina está perto de feito histórico no Havaí

Brasileiro torce para Kelly Slater cair na repescagem e Mick Fanning ser eliminado na terceira fase em Pipeline

Paulo Favero - Enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2014 | 07h00

 Gabriel Medina está perto de realizar um feito histórico para o esporte brasileiro. Hoje, se a organização entender que existem boas ondas para a disputa do Billabong Pipe Masters, ele poderá se sagrar o primeiro campeão mundial do País no surfe. Para isso, basta que seus dois rivais, Kelly Slater e Mick Fanning, percam suas baterias, na repescagem e na terceira fase, respectivamente.

Mas apesar da liderança no ranking do Circuito Mundial de Surfe, ele mantém os pés no chão. “Estou tranquilo, quero fazer meu trabalho sem depender dos outros”, avisa o rapaz, que é acompanhado por seu pai e treinador Charles. “O primeiro passo foi dado, mas não ganhamos nada ainda. Vamos continuar do mesmo jeito e ele ficará blindado”, diz, ciente de que Fanning, seu principal rival, também venceu sua bateria.

Na sexta-feira, Medina passou diretamente para a terceira fase ao vencer sua bateria contra o australiano Dion Atkinson e o havaiano Reef McIntosh. As notas não foram altas, mas suficientes para ele se classificar e não precisar disputar a repescagem. “Foi importante essa vitória, o mar estava mais ou menos, então escolhi as ondas menores.”


Na areia da praia de Pipeline, muitos brasileiros torceram e aplaudiram os tubos do garoto de Maresias. Em alguns momentos, parecia que ele estava em casa. “Estava ansioso, mas tranquilo ao mesmo tempo. Nunca tinha visto essa quantidade de brasileiros aqui. Essa torcida dá uma força a mais”, continua.

Ele também lembra que a derrota de Slater na primeira fase pouco importa. “A derrota dele não significa nada. Ele surfa muito bem nessa onda e vai vir com tudo”, diz. Em sua bateria, o norte-americano liderava até os últimos segundos, mas uma onda muito grande surfada pelo australiano Adam Melling virou o jogo e colocou o 11 vezes campeão mundial na repescagem. “Estava numa situação complicada na bateria, mas consegui pegar duas boas ondas nos últimos minutos. Estou muito feliz”, afirmou Melling.

Outros favoritos também avançaram diretamente para a terceira fase da competição. O australiano Joel Parkinson não teve trabalho para superar Glen Hall e Julian Wilson. “Só quero me divertir. É um lugar que adoro vir e tem uma das melhores ondas do mundo”, afirma.

Já o havaiano John John Florence tirou uma das maiores médias do dia, com 18,16 pontos em 20 possíveis. O garoto cresceu nas ondas de Pipeline e sonha dar o troco em Kelly Slater, que tirou sua vitória no ano passado na competição. “Quero muito vencer ele por aqui. Acho que minha bateria foi muito legal. Surfar perto de casa é a melhor sensação do mundo.”

LESÃO

O sul-africano Travis Logie se contundiu em um treinamento e não disputou na sexta-feira a oitava bateria da primeira fase, contra Kolohe Andino e Freddy Patacchia Jr, indo diretamente para a repescagem. Hoje, ele avisará a organização se terá condições de entrar no mar pela segunda fase. “O regulamento permite isso, mas caso ele não possa surfar, será substituído por Jamie O’Brien, que foi o terceiro colocado na triagem”, explica Renato Hickel, diretor da ASP.

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