Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Medina fecha 2015 com a conquista da Tríplice Coroa Havaiana

Campeão mundial em 2014 tem arrancada no 2º semestre

PAULO FAVERO, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2015 | 20h53

Campeão mundial em 2014, Gabriel Medina não conseguiu o bicampeonato este ano por causa do seu péssimo início de temporada. O brasileiro, que terminou o campeonato em terceiro lugar, só se recuperou a partir da sexta etapa, em J-Bay, na África do Sul, e foi o surfista que mais pontos conquistou na segunda metade do circuito - foram 42.900, contra 23.200 de Fanning e Mineirinho.

Nas últimas seis etapas, ele avançou pelo menos às quartas de final em todas - teve um primeiro lugar, dois segundos, um terceiro e dois quintos. Nas cinco primeiras, ficou três vezes em 13º, uma em 25º e uma em quinto. “Tive um segundo semestre incrível. Uma bateria a mais que eu passasse nas quatro primeiras etapas que perdi iria fazer a diferença agora.”

A boa campanha de recuperação não foi suficiente para lhe dar o título, mas ele fechou o ano com a conquista da Tríplice Coroa Havaiana, dada ao surfista que consegue a maior pontuação na soma das três principais etapas disputadas no Havaí no final do ano: Haleiwa, Sunset Beach e o Pipe Masters. “Meu foco era o título mundial, se dessem mole iria fazer minha parte, mas estou feliz por voltar para casa com esse troféu”, disse.

Até esta quinta-feira, somente três nações do surfe haviam conquistado a Tríplice Coroa Havaiana, uma das maiores honrarias da modalidade: Havaí (que compete separadamente dos EUA), Austrália e Estados Unidos. Medina quebrou a escrita após superar Mick Fanning na semifinal do Pipe Masters.

Alguns nomes consagrados da modalidade já venceram a Tríplice Coroa, como Kelly Slater, Derek Ho, Gary Elkerton, Sunny Garcia, Andy Irons e Joel Parkinson, entre outros. 

Na última quinta-feira, Medina garantiu a Tríplice Coroa Havaiana com uma virada surpreendente sobre Fanning na semifinal. Nos minutos finais da bateria, ele deu um aéreo que chamou atenção do público e dos juízes. “É muito bom ver esse esporte crescendo no meu país e fico feliz por estar fazendo parte disso. Fui o primeiro campeão mundial brasileiro e isso puxou todo mundo a acreditar no sonho.”

Medina também se mostrou muito feliz por Mineirinho ficar com o troféu de campeão. “Faz anos que ele está nessa corrida pelo título e eu queria vê-lo sendo campeão mundial. Sei o quanto ele queria, a gente conversava sobre isso, e estou bem feliz por ele”. 


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