Kenneth Morris/WSL
Kenneth Morris/WSL

Gabriel Medina festeja título em piscina de ondas do Kelly Slater

Brasileiro conquista evento inédito e compatriota Filipe Toledo fica em segundo

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2017 | 18h50

No primeiro evento na piscina de ondas de Kelly Slater, o Brasil fez bonito com dois surfistas fazendo a dobradinha no pódio. Gabriel Medina foi o campeão enquanto Filipe Toledo ficou na segunda colocação. No feminino, a vitória foi da havaiana Carissa Moore enquanto a australiana Stephanie Gilmore.

"Eu fiquei nervoso, mas gostei desse formato de competição. Será um dia que ficará para sempre na memória. É o futuro acontecendo agora. A gente está vivendo um sonho. Foi uma honra viver isso junto com os melhores do mundo", afirmou Medina. "Foi incrível. Uma onda dos sonhos", completou.

A WSL (Liga Mundial de Surfe) testou um novo formato de competição. Os dez atletas no masculino e as oito no feminino pegaram quatro ondas cada, sendo duas para a direita e duas para a esquerda. A pontuação final era a somatória da melhor onda para um lado e a melhor para o outro - esse sistema faz com que se compute uma onda surfada de frente para ela e outra de costas.

"Essa onda é incrível, é a onda dos sonhos, que temos de viajar horas, dias, para buscar uma onda como essa e às vezes nem acha. Tivemos a oportunidade de ter ela assim tão fácil, tão prático. Na verdade, estamos vivendo o futuro do surfe e é uma honra poder estar presente neste dia, estar vivendo isso junto com os melhores do mundo. É uma onda que qualquer surfista sonharia ter no seu quintal ou num lugar próximo".

O evento testou a tecnologia criada por Kelly Slater para formação de ondas para o alto rendimento. Ele trabalhou nisso em segredo por quase uma década e na terça-feira foi o grande teste. A WSL filmou o evento e inovou na exibição dos tubos, por exemplo, quando exibia no telão o tempo que o atleta ficava encoberto pela onda.

"Ter a capacidade de replicar, mesmo que parcialmente, o poder e a forma das ondas oceânicas para qualquer pessoa no mundo, em qualquer local e a qualquer momento, é uma coisa verdadeiramente mágica", afirmou Sophie Goldschmidt, diretora executiva da WSL. "Ainda vamos aprender muito sobre como essa tecnologia pode ser aplicada para os eventos ao vivo, como é a performance dos surfistas, como damos a pontuação para cada onda."

Os atletas presentes consideraram o evento como um "dia mágico" e com o sucesso do primeiro teste outros devem ocorrer nos próximos meses. Depois disso, não será surpresa se nos Jogos de Tóquio os organizadores optarem por piscina de ondas artificiais para a estreia do surfe no programa olímpico.

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