Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Gabriel Medina foge do assédio na preparação para a decisão

Concentrado na etapa do Havaí, que define o Circuito Mundial, brasileiro está em casa de frente para a praia e só pensa nos treinos

Paulo Favero, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 07h00

Gabriel Medina está instalado em uma grande casa de sua patrocinadora, a Rip Curl, com outros atletas, em um ponto muito cobiçado pelos surfistas: em frente à praia de Pipeline, onde será realizada a última etapa do ano do Circuito Mundial de Surfe que pode consagrar o garoto de Maresias como o campeão da temporada.

Como está bem localizado em relação ao palco da competição, Medina tem aproveitado todo tempo que pode para treinar nos famosos tubos. "É uma casa grande, de três andares, tem vários quartos. O meu é na parte de cima. É um lugar legal porque fica na frente de Pipeline. Dá para ver o melhor horário para ir surfar, porque o acesso é bem fácil."

Quem também está nessa residência é o australiano Mick Fanning, que disputa com Medina e com o norte-americano Kelly Slater o título da temporada. Os quartos deles são próximos e eles têm uma boa convivência. O brasileiro sempre coloca Fanning como um dos seus ídolos no esporte, e em outras edições da competição no Havaí o australiano deu várias dicas para Medina.

BLINDAGEM
Desde que chegou ao Havaí, Medina tem tentado manter o foco na disputa e está evitando distrações. Charles, seu pai e treinador, até chegou a colocar um aviso na porta da casa em Pipeline pedindo para que as pessoas não assediem o surfista neste momento tão importante.

Em Peniche, na etapa anterior, Medina foi muito assediado. E a avaliação do estafe do garoto foi que isso atrapalhou a concentração para a disputa do campeonato. Com isso, ele deixou de conquistar o título mundial por antecipação e agora vê dois rivais de peso, Slater e Fanning, que juntos têm 14 títulos mundiais, com chances de estragar a sua festa na etapa no Havaí.

Medina acha que agora a situação será bem diferente. "No Havaí as pessoas são mais tranquilas, não existe esse assédio, como tem em Portugal ou no Brasil, de pedir uma foto, autógrafo ou querer estar mais perto do ídolo. A torcida aqui nunca foi um problema de ficar em cima ou ter um tumulto. Acho que será tranquilo", afirmou.

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